
E repete-se a cena de costume, como registrava a velha valsa. Sempre que o Corinthians sente-se ameaçado na liderança do Brasileirão, consegue escapar pela tangente, enquanto seus adversários recolhem os cacos dispersos de lança-perfume, serpentinas e confetes pelo chão, restos de um Carnaval antecipado.
O Timão, falando francamente, não jogou nada em Curitiba contra o Furacão, que soprou uma bola na trave alvinegra e atirou um pênalti nos pés do goleiro Valter, substituto de Cássio. Isso, só no primeiro tempo, quando o Atlético PR chegou a ter 60 por cento de posse de bola.
Processo que se reproduziu no segundo tempo, sem, contudo, o Atlético criar tão claras chances de abrir a contagem,.
Em contrapartida, Carille resolveu trocar Clayson por Giovani Augusto. Por certo, o coração da Fiel foi parar na boca.
Eis, porém, que logo na primeira bola recebida por Giovani Augusto o meia manda da esquerda um tiro enviesado que pega Weverton de surpresa: 1 a 0, e isso foi tudo. Tudo mesmo porque o suficiente para o Timão praticamente vestir a faixa de campeão que ele havia despido neste returno tão incerto depois de um primeiro turno excepcional.
Claro, já que seus mais próximos perseguidores perdiam seus jogos a alguns quilômetros de distância.
Na Vila, o Santos vencia por 1 a 0, gol de Ricardo Oliveira, em passe magistral de Lucas Lima, e permitiu a virada vascaína, com dois disparos de fora da área – um, com a bola rolando, do menino Vander; outro, de falta cobrada magnificamente pelo velho Nenê de sempre.
E, no Barradão, creia, o Palmeiras levava uma chapuletada do cai-não-cai Vitória, por 3 a 1, sendo que, em menos de doze minutos de jogo, o placar já estampava 2 a 0 para os baianos.
Agora, quem corre atrás, mas ainda mais distante, é o Grêmio, que bateu a Ponte por 1 a 0, gol de Ramiro, mesmo com seu time reserva. Ah, se esse time tivesse se dedicado ao Brasileirão como o tem feito com a Libertadores…
Talvez, amargasse as mesmas decepções de palestrinos e caiçaras, porque parece que, lá da lua cheia, São Jorge mandou à terra a cabeça do dragão.
Belo texto. Parabéns.
Leio este fino texto com un sorriso beato, meu nobre velhote.
Abços
Leio este fino texto com un sorriso beato, meu nobre velhote.
Abços
É aquele negócio, Alberto, alguns clubes investem e reforçam suas estratégias para conquistar algum campeonato durante o ano.
Nem sempre o dinheiro compra a magia que o futebol encanta a quem assiste.
Campeão por méritos, mais no primeiro turno onde fez história, o corinthians é uma equipe a ser copiada nos moldes do futebol nacional, nem necessito dizer o porque, certo?….mas, por via das dúvidas, apenas um ponto a ressaltar.
Competência e profissionalismo fizeram o time de Carille sobrepor todos os demais.
O campeonato ainda não acabou, restam 5 jogos, mas vou dizendo que sim, pois os fatos vão falar por mim,
Parabéns ao corinthians, time do meu coração, por tudo que fez durante o ano.
Grande abraço e saudações.