Timão e o santo pecado: 3 a 1!

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Disseram que Carille passou esse tempo todo de paralisação do Brasileirão treinando seu Corinthians para mudar o braço da viola e passar a atacar em casa. Pois não é que, bola rolando em Itaquera, o Timão partiu pra cima do Coxa, com suas linhas avançadas e paciente troca de bolas até que Jô abrisse o placar, recebendo toque de calcanhar de Jadson?

No ato, baixou a Lei do Escorpião – aquela que diz ser a própria natureza irresistível -, e o Timão caiu no lugar-comum, Recuou, deixou de impedir a saída de bola desde a defesa do Coritiba, que, por sua vez, cresceu, e começou a perturbar a linha defensiva (ou seriam as linhas?) alvinegra, enquanto permanecia imperturbável lá atrás.

Primeiro, foi uma cabeçada no chão, exata, de Henrique Almeida, que Cássio providencialmente defendeu. Pouco depois, o mesmo Henrique dividiu com Cássio quase na linha do gol. Corner que Henrique, de cabeça, empatou o jogo: 1 a 1.

Começa o segundo tempo, o Coritiba segue mais ativo e Tiago Real obriga Cássio a fazer nova defesa difícil.

Eis senão quando, porém, entretanto, outrossim, contudo, todavia, dá-se o milagre, fruto, creia, do supremo pecado, da heresia, do anátema: Carille decide rasgar o caderninho sagrado dos nossos treinadores e trocar um volante por um atacante: Maycon por Clayson.

E, Fiat Lux! Um raio cortou os céus de Itaquera, iluminando o Timão em campo. O time passou a jogar na intermediária adversária. Clayson, de cabeça, obrigou o goleiro a fazer grande defesa, pouco antes de Marquinhos Gabriel disparar um petardo no travessão, para o próprio Clayson matar no peito cruzamento de Leo Príncipe e desempatar a partida: 2 a 1.

Pronto, foi o  que bastou pra Carille dar volta e meia, trocando o armador Jadson pelo volante Felipe Bastos, que ninguém é besta de correr risco, não é mesmo?

Apesar disso, o Timão já estava embalado e novamente Clayson chegou lá, já nos descontos, colhendo rebote do poste em bola disparada por Rodriguinho.

Ufa!

 

 

2 comentários

  1. Belo comentário, Alberto.
    O corinthians começou a jogar para valer somente a partir dos 8 minutos do segundo tempo.
    E, olha que o coritiba até merecia sorte melhor, se não fosse as defesas “monumentais” do gigante arqueiro corinthiano.
    O resultado em sí, foi justo, pois, desta vez, o corinthians não ficou “trancafiado” lá na zaga e dando espaço para o azar.
    Segue regular, na minha modesta opinião, ainda devendo muito em relação ao primeiro turno espetacular.
    Mas, acredito, que o primeiro turno fez a diferença e o corinthians levantará o troféu pela sétima vez.
    Sem contar com a ajuda dos seus “perseguidores”, que tropeçam e “despencam” (como disse um tal de Renato…G….ah, não lembro o restante do nome).
    Bom, por hoje é só, domingo têm mais…rs.
    Grande abraço e saudações.

  2. Mestre só faltou dizer que o injustamente incensado Cassio, falhou grotescamente no gol, pois um homem de quase 2 metros de altura não pode ser batido por um anão de jardim . Insisto, só é bom debaixo da trave e em bola pelo chão(curiosamente!) pois continua não sabendo sair do gol. No gol ficou indeciso) como sempre) e foi até o meio do caminho, se arrependeu e viu o Henrique cabecear completamente sozinho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *