
Faz bem Tite em não testar jogadores recém convocados, tipo Tardelli, nesse jogo contra a Bolívia, lá nas alturas de La Paz. Seria injusto, no mínimo, Os que entram, como Tiago Silva e Alex Sandro, já tiveram outras oportunidades. E, no caso de Alex Sandro, trata-se de uma necessidade, já que o titular Marcelo está fora da relação, machucado.
Já a escalação como titular desde o início de P. Coutinho é imperiosa. Willian é ótimo jogador e extremamente versátil, pois tanto pode atuar como meia, por dentro, como deslocado para os lados. Tem bom passe, habilidade no drible, e bate faltas como poucos. Mas, Coutinho é mais incisivo e artilheiro, sobretudo quando executa aquela jogada manjada mas sempre eficiente, ao cortar da esquerda pro meio e disparar a bola no ângulo oposto do goleiro.
Ainda no último jogo do Liverpool, ele repetiu esse lance mortífero.
Mas, ali, joga quem estiver em melhor dia, não altera demais nossa maneira de atuar.
Aliás, poderíamos ter ambos no time, caso Tite abrisse mão dos dois volantes típicos (Casemiro e Paulinho), recuando para ali Renato Augusto, um meia-armador por vocação e estilo, no lugar de um deles. Sucede que Casemiro é hoje, com toda justiça, celebrado na Europa como o melhor jogador da posição, defendendo o hiper campeão Real Madrid. E Paulinho, que acaba de ser contratado pelo Barça, até agora na Seleção tem sido de uma utilidade palmar: marca lá atrás bem e investe ao ataque com extrema eficiência. Assim…
Torço, mas não espero, por um jogo veloz e ofensivo do Brasil lá nas nuvens de La Paz. Essa maldita altitude, que já foi tirada da cardápio da Fifa por uns tempos, atendendo a pedidos da Organização Mundial de Saúde, é de amargar pra quem vive ao nível do mar ou um pouco acima: o ar escapa dos pulmões e a bola ganha velocidade surpreendente.
Fico aqui imaginando se fosse na Europa, e a Suiça, por exemplo, resolvesse mandar seus jogos nos picos dos Alpes. Não tenho dúvidas que a Uefa e a Fifa vetariam tais devaneios.
Mas, enfim, é o que temos. Já não se pode dizer o mesmo das dificuldades da Argentina, que recebe o Peru, na Bombonera, escolha estratégica pra ganhar no grito. Não é esse o problema argentino. O problema é a própria Argentina, que, apesar da legião de craques de que dispõe do meio de campo pra frente, não consegue jogar o mínimo pra já estar folgada na tabela de classificação da próxima Copa.
Nem com o tão badalado Sampaoli (é Sampáoli e não Sampaôli, cambada de ignorantes!), que não conseguiu acrescentar uma vírgula no desempenho da equipe até agora. E olhe que seu predecessor era o Bauza.
Isso, mais a boa campanha do Peru de Paolo (é Páolo, não Paôlo, bando de ovelhas!) Guerrero, que anda surpreendendo nessa Eliminatórias.
Quanto ao Uruguai, que pega em Caracas a lanterna Venezuela, prevejo aquela angústia de um time atado às suas tradições, retranqueiro, sem imaginação, mas que terá lá na frente dois artilheiros de escol: Cavani e Suárez. Cabe aos dois resolver essa questão emperrada, mesmo porque a Venezuela, se é a rabeira do torneio, melhorou sensivelmente nos últimos anos e bem que pode surpreender.
Nosotros, todavia, estamos tranquilitos, mesmo que percamos para a Bolívia.
NA LINHA DO GOL
O áudio de um papo telefônico, imagino, vazado nas redes sociais do então vice-presidente de futebol do Flu acarretou sua demissão. E o que dizia o indigitado cartola? Que o Flu tá numa draga financeira danada, o que se reflete no campo de jogo, onde o Tricolor carioca, depois de um início de campeonato auspicioso, despencou em direção à zona de perigo sem dar sinais de recuperação imediata. Qual a novidade disso? Com exceção de Palmeiras e Flamengo, todos os demais sofrem desse mal, fruto das sucessivas gestões incompetentes dos respectivos cartolas. Pagam-se salários absurdos para jogadores e técnicos medianos, instalam-se centros de treinamentos faraônicos e tal e cousa e lousa e as receitas são assim, ó, como dizia Chico Anísio na Escolinha do Professor Raimundo, exibindo o polegar e o indicador quase próximos um do outro.
Na outra ponta, o Flamengo, cuja diretoria atual conseguiu dar a volta nessa questão, depois de décadas de despautério, só vai somando frustrações em campo. Perdeu outro dia da modesta mas aguerrida Ponte e está cada vez mais distante de uma posição condizente com todo o investimento feito na construção de seu elenco. E, pra tentar dar um jeito na situação, contratou o colombiano Rueda, celebrado técnico campeão da Libertadores y otras cositas más. Que chega e mantém o mesmo sistema de jogo do seu antecessor e tantos outros treinadores sul-americanos, sem ao menos arriscar quebrar o tabu dos dois volantes. C’est la même chose, mon ami Arnaud. C’est la même chose. E ninguém se atreve a mudar o braço da viola.
O Brasil deveria escalar 11 lhamas(com a camisa verde amarela) para jogar contra a Bolívia e ainda assim não perderia o jogo. Tite não, como técnico que enxerga à frente, estuda cuidadosamente os esquemas e as formas de encarar esse grande adversário e o que é mais inacreditável, com o time jogando com 3 volantes e dando ordens expressas para “marcar forte os bolivianos”. Só tem uma forma de assistir a esse jogo, inalar um pouco de N2O (óxido nitroso)o gás do riso, pelo menos vou rir mesmo sem querer do começo ao fim do jogo
Apesar do adversário ser fraco, faz parte do torneio e devemos respeitá-los.
Sempre foi assim, a altitude é o grande “trunfo” se assim pode ser dito dos bolivianos.
Aja dito que, grandes seleções já perderam por lá, então, um pouco de prudência não faz mal a ninguém, certo?
Ah, e lá vai o Brasil, subindo a ladeira.
Grande abraço e saudações.
Quem já ouviu falar em Jorginho que joga no Nápoli? Com certeza a maioria de nós nem sabe quem é esse rapaz., menos claro o Big Brother da CBF. Pois esse rapaz Jorginho foi descoberto como um provável selecionável. Quem se habilita a dizer a posição que ele joga? Bingo. Se você pensou que é um meia de alta qualidade que num milagre despontou na Itá lia está totalmente ERRADO. Jorginho é o que ? VOLANTE. Tite maníaco por volantes agora está delirando com uma improvável contusão dos fora de série Casemiro e Fernandinho. Nem Neymar desperta nele tanta preocupação.