
Depois de ter visto Argentina, Uruguai, Alemanha, França, Inglaterra e Bélgica em campo nestes últimos dias, fiquei aqui de olho, neste sábado, na Espanha e na Itália, tentando medir o nível de possibilidades do Brasil na próxima Copa, sem pachequismo ou pessimismo.
Pois, se o Mundial começasse amanhã, diria que nossas chances seriam enormes de levantar o caneco.
A nos acossar, com base nesses últimos jogos das Eliminatórias Europeias e Sul-Americanas, só vejo no horizonte França e Espanha.
A França, pelo manancial de craques que o seu técnico tem à disposição, tanto os mais experientes, como Pogba e Griezman, quanto os novos valores, tipo Lemar, Dembèlé e Mbappé. E a Espanha porque a renovação de sua equipe tem dado certo, com Asensio e, sobretudo, Isco, autor de uma exibição espetacular diante da Itália, quando marcou dois gols na vitória por 3 a 0 – um, de falta; outro, limpando Verratti, na entrada da área e disparando um canhotaço fatal – sobre a Itália, que parecia ter avançado com Conte, mas, de fato, recuando ao seu velho padrão defensivo com Ventura.
Ué! E a poderosa Alemanha, meu? – perguntará surpreso o amigo.
Pois não gostei, não da Alemanha atual, em fase de transição. Atuando com três zagueiros, perdeu aquela fluidez de meio de campo que lhe era peculiar, ao estilo do Bayern, e seus novos atacantes não me parecem à altura dos anteriores.
Mas, o futebol alemão tem um poder regenerativo capaz de chegar lá num patamar muito superior ao atual, imagino.
Assim como pode ser que Sampaoli dê um jeito nessa Argentina que se revelou tão pobre em criatividade no clássico contra o Uruguai, que, por sua vez, parece depender exclusivamente de Cavani e Suárez pra chegar ao gol adversário.
Problema similar ao da Inglaterra, que possui um grupo de atacantes respeitáveis, mas tem grandes dificuldades na armação de meio de campo.
Por fim, a Bélgica, pródiga em craques tipo Hazard e De Bruyne, além do goleador Lukako, mas que parece não ter estofo suficiente pra ir às cabeças.
Mas, isso tudo é um flagrante do momento. Até lá, quem sabe o que mudará nesse cenário? Mesmo porque Copa do Mundo é mata-mata, e esse tipo de competição tem tantos fatores aleatórios que qualquer previsão fica pendurada no imponderável.
Acho que com esse meio de campo ai com Casemiro/Paulinho e Willian não passaremos das oitavas. O resto do time é muito bom. O meio de campo ideal seria Paulinho/Coutinho//Renato Augusto/Diego Souza. Na frente Gabriel Jesus/Neymar. Agora imaginem o potencial técnico e ofensivo desse time e comparem com o do Tite. O desafio seria criar um esquema de rodízio no meio de campo onde os espaços pudessem ficar sempre povoados, Tite prefere o contrário. Ele fixa dois volantes mais atrás e espera que ambos no caso Casemiro e Paulinho possam fazer aquilo para o qual não tem habilidades suficientes, qual seja, armar o time e atacar.É só observar o jogo de Casemiro contra o fraquíssimo Equador, simplesmente sumido do meio de campo para frente imaginem contra uma França, Espanha, Itália e Argentina o que poderá acontecer. Tite continua cego com a ideia que dois volantes dão estabilidade à defesa, vai pagar caro pela teimosia que já nos custou caro com Dunga.
O Sr. Tite esta construindo um time , dentro de um competição dificil ,mas fraca tecnicamente!Bravo Helena pelo seu comentario ,muito sabio e pontual Mas como dizia nossos antigos cientistas do futebol :cada jogo é um jogo e nada como 90 minutos para depois falar e ver o resultado, porque de vespera só mesmo o peru!Quanto ao time e sua forma de jogar varia muito de jogo para jogo e nosso futebol ,principalmente a seleção sempre com bons jogadores entram em jogo e se adaptam ao adversario e as dificuldades imposta pelos adversarios e a partir dai se resolvem foi assim durante as copas conquistadas.
O Tite monta a seleção como estava montando o Corinthians, imbatível nos pontos corridos, mais ou menos nos mata-mata.
Ele precisa urgentemente fazer jogos sérios contra seleções do Top 10, para treinar o comportamento nessa situação.
Bom, o seu comentário agradou-me, Alberto.
Você finalmente enxergou o que o mestre Tite está fazendo.
Analisando os times europeus, nada além de times bem montados, que supere o Brasil atual do Tite.
Veja que estamos analisando através de comparações sul-americanas e européias, níveis diferenciados pelo poder aquisitivo dos clubes e países.
Tite sabe exatamente como jogam as principais seleções mundiais e como neutralizar cada uma delas.
Acredite, estamos muito evoluídos quanto a técnicas táticas, isso, meu amigo, nos dias atuais faz uma baita diferença.
Grande abraço e saudações.