
Quando o Bayern de Munique começa a botar o adversário na roda e criar uma chance atrás da outra, a torcida já passa a entoar, naquele jeito de ser alemão, os acordes de Aquarela do Brasil, o velho samba-exaltação de Ary Barroso, cujo primeiro verso o amigo tá cansado de saber: Brasil, meu Brasil brasileiro…
A sintonia era perfeita: afinal, aquela maneira de envolver o adversário aos dribles e toques de bola lembrava samba, coisa típica de brasileiro que encantava os olhares europeus.
Hoje, é o inverso. Tudo, aliás, é ao contrario.
Enquanto o futebol do Primeiro Mundo caminha pra frente, o brasileiro anda pra trás.
Quer ver uma coisa? Pegue como exemplo esse gol qualificado fora de casa nas disputas de mata-mata. Os europeus resolveram adotar esse sistema com um único objetivo: estimular o time visitante, que em geral jogava na retranca, enfeando o espetáculo, a se atirar ao ataque, em busca de um gol que valeria o dobro, dando vida ao jogo morno de antes.
O que fizemos? Justamente o inverso, pois aqui os treinadores, até os mais jovens, passaram a celebrar o zero no placar em casa, como recentemente o fez Jair Ventura.
Outro exemplo: essa liga barbante, que reservou pra esta noite de quarta uma rodada da qual nem os próprios inventores querem participar com nada de valor.
Em toda parte do mundo onde os clubes se reuniram numa Liga, esta fortaleceu-se de imediato e passou a substituir as federações nas gestões dos devidos campeonatos e calendários em geral.
Pois aqui, elas arrebentam feito barbante podre assim que são criadas, do mesmo jeitinho que ocorria há oito ou nove décadas quando elas proliferavam por esse Brasil afora. E assim foi com o Clube dos Treze e agora com a tal Primeira Liga.
Agora mesmo, quando o São Paulo prepara as malas pra descer ao porão da Caravela Brasileirão, de cada tricolor com que cruzo ouço a voz ponderada, saindo do fundo de secular sabedoria: “O São Paulo precisa fechar a cozinha…”
Se fechar a cozinha, é aí que o time morre de vez de inanição: empata aqui, perde de um ali, ganha de outro acolá, e, no fim das contas, não consegue índice de salvação nem no saldo de gols.
Parodiando Caminha, em se plantando, aqui tudo dá… errado.
Uma das raras iniciativas que produziram bons frutos foi o processo de restauração da imagem da Seleção Brasileira, que andava abaixo da barriga da cobra, até o advento Tite.
Ainda que o sistema adotado seja um tanto conservador – mas, esse é o perfil do bravo treinador -, graças à qualidade técnica da maioria dos convocados que atuam nos principais centros europeus, nossa Seleção pôde se reencontrar com um jogo mais sutil do que vinha tendo nas mãos desastradas de Felipão, Dunga e cia.
Mas, atenção: muito ainda se deve a Neymar, esse espetacular craque que faz a tal diferença em campo. Nas raras vezes em que não jogou nesta fase, a Seleção trepidou.
Nesta noite de quinta, já com vaga assegurada na Copa, pegamos o Equador, futebol que mais evoluiu nas últimas décadas em toda a América do Sul, nos Pampas, com tudo, pois, a favor. A não ser o fato de que eles brigam por um lugar na Rússia, o que lhes pode conferir uma força extra.
Vejamos.
Amanhã é dia do mestre Tite novamente mostrar ao mundo que o Brasil é o Brasil, certo Alberto.
Não há no mundo time que consiga competir com o Brasil, isso é fato, pois, nossos jogadores são “excessões à regra”, mesmo que momentaneamente atordoado por derrotas incríveis. (como na copa).
Homem certo, posição certa, momento apropriado e contando com os melhores para cada posição, além da confiança que cada um exala graças ao técnico.
Ser campeão é questão de tempo, anote aí, em sua agenda infinita.
Grande abraço e saudações.
Eu acho que estou vendo o time errado e analisando errado. Eu me recuso acreditar que com 3 volantes Tite pode ser considerado um treinador digno da seleção. Sim senhores, 3 volantes pois Casemiro, Paulinho e Renato Augusto são volantes. Ai ele escala quem de meia? Willian fracassado em 2014. O mais grave, o cara nunca foi meia nem aqui nem na China. Willian na realidade é um ala, ou ponta como queiram, que joga pelas beiradas cuja principal característica é o contra-ataque e a condução de bola, ou seja, não tem sequer cacoete de meia. Ai vem a pergunta. Quem vai armar o time? Não bastasse isso, o Brasil já está classificado, não precisaria jogar num esquema covarde desses. Essa seria uma ótima oportunidade para experimentar um esquema mais ofensivo até para saber como o time se comportaria. Esperar isso de treinador da escola gaúcha de futebol é o mesmo que esperar que cocô de passarinho cante na gaiola.
É, caro Helena Jr., seleção á parte, concordo plenamente com seu ponto de visto sobre este país errado, aqui tudo começou errado e continuamos valorizando o errado, então só podia dar errado.
Caro Mestre Helena, desde 1500, que tudo vem sendo feito errado. Fico, no entanto, com os últimos 53 anos, Estamos pagando a conta de uma intervenção alienígena que levou ao golpe de 64. Desde então tudo derruiu, na política onde os ladrões se multiplicaram exponencialmente, nos esportes onde a bandidagem(CBF,, natação, vólei, e outros) continua destruindo o nome do país,e se m falar em saúde(bebe morrendo em cesárea com médicos discutindo?) e na educação( aluno ficou nervoso e esmurrou professora?). Mestre Helena outra música disse: “Se gritar pega ladrão….””
Antigamente quando a seleção brasileira ia jogar mesmo que fosse um simples amistoso, o país parava, os bares enchiam para assistir ao jogo da seleção. Hoje, a seleção irá jogar com o Equador, não fosse o noticiário de alguns jornais e tvs ninguém saberia que haverá jogo. O povo brasileiro perdeu o encanto de vez com o time nacional coisa impensável 15 anos atrás. Muito se fala do por quê chegamos a isso. Muitos fatores explicam essa descrença e consequente pouco caso com a seleção, porém, um deles fala mais alto, qual seja o desejo do que a torcida gostaria de ver e o que os treinadores nos tem a apresentar. Se à torcida fosse dado a oportunidade de escalar o time de hoje, certamente muitos desses jogadores ai sequer seriam convocados. Os treinadores hoje mandaram `às favas o que o jogador tem de mais precioso e que a torcida faz questão de valorizar e aplaudir que é a sua habilidade e o seu poder de criação. Pressionados pelos resultados a qualquer custo e para atender demandas do mercado via patrocinadores e dos seus chefes, os técnicos acabaram por priorizar o jogador tático e de físico privilegiado ao jogar criativo e técnico. Com isso, aquele espetáculo lúdico de técnica e qualidade deu lugar a um jogo de futebol que se assemelha muito mais a uma partida de rugby, difícil de ser aceita pela torcida brasileira. Exemplo disso é o jogo de hoje, onde jogadores muito mais técnicos e criativos estão à margem do jogo e sequer foram convocados.