Brasil, pfiuuu… Neymar, vive la France!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O domingo já começou arrevesado. O Grêmio, que poderia se aproveitar da derrota inédita neste campeonato do Corinthians na véspera, entrou com o time reserva em casa e não saiu do zero a zero com o Furacão.  Um jogo pra ser deletado da sua história.

À tarde, foi a vez de o São Paulo tropeçar em Floripa, diante do Avaí: um pênalti pra cá, outro pra lá, e vai da valsa, nesse tom soturno que acompanha os passes pra trás do Tricolor, que volta à zona da rabeira.

Atuando com três volantes de ofício (Hernanes não é meia nem aqui nem na China, embora tenha técnica esmerada, mas carece de perfil para essa função), o São Paulo não conseguiu evoluir diante do Avai, criando chances ínfimas de marcar gols num time que disputa com ele a possibilidade de escapar do vexame final.

Noite descendo, o Peixe, em Curitiba, ficou naquele mesmo nheco-nheco do Coxa e nada mais a declarar  sobre esse enfadonho zero a zero.

Pior foi com o Palmeiras, que no Parque Verde acabou levando de 2 a 0 do Chapecoense que tenta desesperadamente escapar da zona de rebaixamento.

E, mais uma vez, o Palmeiras foi um time desorganizado, afobado, inconsequente, apesar de todos os recursos técnicos de que dispõe. Nem mesmo Moisés foi capaz de guiar a tropa verde a terras mais esperançosas.

Foto: AFP

O que salvou meu domingo foi acompanhar as peripécias desse craque espetacular chamado Neymar, na goleada do PSG sobre o Toulouse por 6 a 2.

Neymar, livre para armar e atacar por todos os lados, conduziu seu time à vitória sensacional, mesmo porque o PSG chegou aos 4  a 1 com um jogador a menos (Verrati fora expulso).

E, assim, deu duas assistências, sofreu o pênalti que Cavani converteu, marcou dois gols – o segundo, uma pequena obra-prima de força, convicção, habilidade e presteza, quando, dentro da área, se livrou de quatro defensores, com direito a caneta e rolinho, antes de tocar pras redes – e distribuiu pérolas de habilidade ao longo de toda a partida: dribles, investidas, carretilha, passes exatos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Neymar é a pedra de toque que transformou o PSG no timaço que ainda não era.

Um prodígio, amigo!

10 comentários

  1. Sem dúvidas, Alberto.
    Neymar está deitando e rolando como dizem.
    Mas, observe bem onde está jogando e em que campeonato está participando.
    Creio que no futebol “moderno” não encaixa mais apenas um jogador que desequilibre a partida.
    Veja você, por sí só, quando estava no barcelona e até mesmo na seleção, não aconteceria nada e passaria “batido” se o conjunto não jogasse para ele.
    Pense na idéia com muito carinho, ele é realmente muito bom, mas sozinho….hummm….não sei não!
    Quanto ao resto, agradecimentos corinthianos ao grêmio, santos, palmeiras, se é que esqueci de algum?
    Acho que não, então, vamos a outra semana cheia com muito trabalho e futebol também.
    Abraços e saudações…ah, você já sabe.

    1. Ate o momento o Neymar jogou em 4 equipes ( SANTOS – BARCELONA – SELECAO BRASILEIRA e agora, PSG), Pulemos o PSG mesmo porque ele acabou de chegar, entretanto no Santos, no Barcelona, assim como na selecao, ele sempre jogou MUITO BEM, ok, passou despercebido em uma ou outra partida, mas na maioria ele sempre jogou bem, e esse “jogar bem” nao aconteceu apenas com equipes pifias, ele ja ajudou a “destruir”, assim como destruiu defesas solidas, de grandes equipes/selecoes. O mlk nao `e bom, ele esta disparado ACIMA da media, assim como esta Messi, Cristianno Ronaldo, e mais uns 2 ou 3. Nao sei porque essa resistencia de alguns em nao reconhecer isso. Quando no santos diziam que ele era jogador de paulistinha, chegou no barcelona diziam que com o elenco do barcelona qualquer um joga bem ( so que nao), e agora credita-se as atuacoes dele ao fato de que o campeonato frances `e fraco, como se o espanhol fosse melhor, uma vez que na espanha `e so Real madri, barcelona e Atletico de madri. Na europa campeonato equilibrado `e o Ingles, os demais pode analisar `e campeonato de um, dois, como muito 3 times. O Neymar nos faz lembrar do futebol moleque, atrevido, ousado, ou como falam os mais velhos, “das antiga”.

  2. Esses resultados dos times paulistas servem para baixar a bola de boa parte desses jornalistas torcedores e de torcedores recalcados desses medíocres times paulistas.Achavam que eram superiores ao Melhor elenco do Brasil, que é do Menção,Baixem a bola de vocês que dias piores virão para esses medíocres times paulistas.

    1. Oliveira, quantos brasileiros vocês tem mesmo? Quantas libertadores? e mundial de clubes?
      Os medíocres paulistas; 20 brasileiros, 8 libertadores e 8 mundial de clubes, isso sem contar a copa do brasil.
      Se não me engano os maravilhosos cariocas são donos de 2 libertadores e de um mundial de clubes;tem comparação????????

  3. Oliveira, o seu regionalismo te deixa cego. Aqui tem um time mediocre que é lider em tudo, aí no ” glorioso futebol carioca tem alguma coisa que ao menos chegue perto???”.Ñ exagera cara! Estupidez tem limite!!

  4. O medo da derrota ou o risco pela vitória? Eis a questão, como diz João. Noventa e nove por cento dos técnicos no Brasil encaram o jogo fora de casa principalmente quando o mandante é claramente superior, como uma batalha inglória, uma ponte longe demais para ser conquistada. Para ser justo, dois técnicos no Brasil estão fora dessa lista-Wanderley Luxemburgo do qual pode se falar tudo menos que é um covarde técnico e Fernando Diniz.
    Na melhor das hipóteses, um empate ou uma derrota por pouco fora de casa na maioria das vezes são aceitas como “bons resultados”. Uso novamente o jogo do Náutico há 15 dias atrás contra o América de MG como exemplo clássico de como um treinador NÃO deve encarara uma partida aparentemente difícil . Antes do jogo o técnico declarou que o “jogo era extremante difícil” que “perder de pouco não era lá um mau resultado devido ao saldo de gols negativo” “que um empate até que seria bom”. Resultado- ele acertou em cheio e o time perdeu.
    Numa situação assim um técnico inteligente deveria transformar a dificuldade clara numa OPORTUNIDADE possível. E isso faz toda diferença no ânimo e na mente dos jogadores, na estratégia do técnico. Entrar em campo já admitindo uma derrota anunciada, é sinalizar para o adversário sua fraqueza e medo do jogo e isso é claramente admitida quando ele entra em campo com seu time na defensiva, e na maioria das vezes faz com que o adversário “goste do jogo” e vença a partida. Por outro lado, mesmo não sendo anulado a dificuldade existente o técnico inteligente sinaliza que deve lutar para ganhar e que mesmo dentro de suas limitações técnicas escalará o melhor time e lutará até o fim pela vitória. É como diz o provérbio: Amigo, se tu queres GANHAR na mega sena é preciso arriscar, jogar, não adianta ficar se queixando pelos cantos e reclamando da vida que nunca acertas.

  5. Mestre Helena, sei que é sacrilégio discordar de si, mas se aquele mergulhaçoaçoaço foi penalti… Se não me enganou a velhice o jogo esteve 3 X 2 e não 4 X 1. Enfim os que escreveram que ele está sozinho, no PSG, talvez não tenham assistido o jogo. O que é realmente frágil no PSG é a defesa, pois ninguém marca direito e o goleiro dança muito bem o can-can do “fez que foi e acabou não fondo”.

  6. Este brasileirinho Neymar tem que ser tratado como principie em terras francesas, é o unico ser que dança a velha ginga brasileira lá no cenário europeu.

    Abços.

  7. Lembram quando falei aqui no Blog que Diego Souza era um problema e não uma solução para Tite? Só é retornar alguns posts atrás, não faz dois meses, tá lá. Naquela ocasião minha teoria (que mais uma vez se confirma) era que defensor intransigente da turminha Paulinho, Fernandinho, Casemiro e Willian e agora Giuliano, Tite tinha em Diego Souza não uma opção a mais de um jogador habilidoso, artilheiro e com ótima visão de jogo, na realidade Tite via em Diego um concorrente forte desses jogadores citados. Ao convocar Diego, Tite diante de suas excelentes apresentações se viu pressionado a contar com mais um jogador com potencial de titularidade no seu meio de campo. Fazendo isto Tite sabia que teria dois problemas (na cabeça dele) pela frente. O primeiro, é que teria que abrir mão de um desses “intocáveis” convocadíssimos para 2018 quer chova ou faça sol. O segundo, é que diante do potencial de Diego ele seria obrigado mais cedo ou mais tarde a escalar um meio de campo mais ofensivo que é tudo que não lhe passa na cabeça. Essa foi a razão dele não ter convocado Diego Souza ou qualquer outro meio campista técnico que despontar com alto potencial técnico no Brasil.
    Agora vejam o que aconteceu. Diego Souza crente que seria convocado devido suas boas atuações, sendo artilheiro do time nos jogos mais recentes, é hoje um jogador abatido e não é nem sombra do jogador que liderou o Sport na série A. A mídia na sua maior parte puxa saco do treinador faz que não vê.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *