Peixe, no vaivém, zero a zero

(Foto: Jamira Furlan/Avaí FC)

Dois pra cá, um pra lá, como rege a dança o velho bolero de ritmo lento, repetitivo e versos lacrimosos.

Foi nessa toada que se desenrolou o jogo entre Avaí e Santos, na Ressecada (que não se perca pelo nome), nesse enfadonho zero a zero final: duas bolas nas balizas do Avaí – uma, contra, do beque Alemão; outra, em belo e surpreendente disparo de Zeca; e, por fim, chute à queima-roupa de Juan, em melê na área santista como se dizia nos tempos do bolero.

De resto, nada a acrescentar nesse vaivém que não levou nenhum dos dois times a lugar algum.

O Peixe, mais uma vez, se ressentiu da ausência de Lucas Lima, que, mesmo quando vai mal, faz bem para o time em geral, nesta ou naquela jogada imprevista, ao contrário de Jean Mota que o substituiu nesse jogo.

E assim segue o Brasileirão, sem alterações no seu principal cenário, sob o tom do lugar comum, que virou hino nacional por estas plagas tupiniquins.

 

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