
Quem diria, antes do início da temporada, que o mais sugestivo jogo desta quinta rodada do Brasileirão seria entre Chapecoense e Grêmio? O Grêmio, tudo bem, já era um dos fortes candidatos ao título, e vem confirmando isso com um futebol eficiente e de bom estilo. Mas, a Chapecoense, vítima de tão recente tragédia?
Pois, trata-se da mais surpreendente, miraculosa mesma, ressurreição da história do futebol. Porque não foi só a perda de praticamente um time todo e a comissão técnica, mas, também seus principais dirigentes.
Eis que, em tempo inesperado, a Chape se recompõe a ponto de liderar o campeonato até aqui.
Claro que estamos apenas no início do torneio e que muita coisa vai mudar lá em cima. Afinal, é o que dita o passado mais recente. Basta lembrar que, nesta alturas do campeonato, no ano passado, os líderes eram Santa Cruz e Inter.
Mas, vale o registro.
Assim como a ida do vice-líder Corinthians, outro pouco cotado de início, a São Januário para enfrentar o Vasco, igualmente desprestigiado mas que vem cumprindo digna campanha no Brasileirão. Jogo decisivo pra manter lá em cima o moral das duas equipes, elemento indispensável pra que sigam de fronte erguida.
Mas, quem mais precisa colocar os nervos em ordem e levantar a cabeça à altura das expectativas que gerou no começo de tudo, é o Palmeiras, que vai a Curitiba pegar um coxa animado pela vitória sobre seu eterno rival doméstico, o Furacão.
Isso porque o Palmeiras tem sido afobado nas tramas que o conduzem da defesa ao ataque, por falta de ciência no seu meio de campo, agora desprovido até de Felipe Melo, que muito dará o que falar ainda.
E o que dizer a respeito do Santos, que outro dia mesmo demitiu seu técnico de tão alta média de aproveitamento nos últimos dois anos, Dorival Jr.? Vai de Elano como interino (?) enfrentar o Botafogo, outro prodígio de renascimento.
O Peixe traz para o Pacaembu a carga da derrota para o Corinthians e a incerteza quanto ao seu futuro, enquanto o Glorioso, de tão modestos investimentos, entrega sua sorte à competência do jovem treinador Jair Ventura, carinha articulado e bom de serviço.
Por fim, um confronto entre dois treinadores de histórias opostas: o veterano e vitorioso Luxa, em compasso de reposição no mercado, e o jovem Zé Ricardo, de papo agradável e pouco êxito neste campeonato, se levado em conta os altos investimentos do Flamengo. Tantos, que ainda sem ter usado Conca, já levou para o Ninho do Urubu outro canhoto estelar disputado por vários clubes: Everton Ribeiro.
Luxa faz sua estreia à frente do Sport, na Ilha do Retiro, e Zé Ricardo, já sob suspeitas, começa a colocar a premio sua cabeça. Só que, desta vez, poderá contar com Diego. E Conca? Bem, essa é outra encrenca, pois o craque ficou irritado por não ter sido escalado no clássico do final de semana e tal e cousa e lousa e maripousa.
De qualquer forma, com a chegada de Everton Ribeiro, Zé Ricardo terá de armar um jeito de conjugar os três em campo, o que seria uma dádiva se der certo.
Há uma teoria nas grandes corporações que diz que quando um alto executivo comete erros prejudicando a empresa, há uma tendencia inicial dele receber uma promoção em seguida. É estranho mais é verdade. Tite ao nomear Thiago Silva como capitão do time e titular da posição confirma isso. Boa sorte Tite.