Peixe com a vaga na guelra

Foto: AIZAR RALDES/AFP

O Peixe subiu o morro, enfrentou de peito aberto a traiçoeira altitude de La Paz, o juiz, que não marcou pênalti a favor dos peixeiros e ainda expulsou Bruno Henrique aos 22 minutos da primeira etapa em lance de falta trivial, e mesmo assim, voltou com a vaga para a próxima fase da Libertadores na guelra.

Não é pouca coisa, convenhamos, ainda mais sabendo que o Strongest de Chumacero, autor do gol boliviano, é um bom time. Mas, o Peixe tem Lucas Lima e Vítor Bueno, dois jogadores cobrados indevidamente por parte da torcida santista, responsáveis pelo gol de empate e da classificação: Lucas Lima limpou a jogada pela meia direita e serviu Bueno de bandeja: 1 a 1.

O resto, foi segurar as pontas, com dignidade.

NA LINHA DO GOL

Alguém aí se deu ao trabalho de assistir em sequência a série de tv norte-americana, House of Cards, pela Netiflix? Se não, veja. É a história de um deputado, líder na Câmara, maquiavélico, que, ao longo da história, vai construindo teias de intrigas que o levam à vice-presidência e, em seguida, ao cargo principal, sem um voto popular sequer, por força da renúncia do presidente, fruto da ameaça de impeachment. Quando lá chega, pra vencer os dezoito meses que o separam das eleições presidenciais, promove uma profunda reforma na Previdência Social, nas relações de trabalho e na Saúde, em nome de acabar de vez com o alto índice de desemprego. Se isso lembrar o amigo de algo similar, leve em conta que a série, como todos os filmes, adverte que é mera coincidência.

2 comentários

  1. Grande Helena,

    O jogo ontem foi daqueles de ficar com o coração na mão.

    Nas alturas de La Paz não há como querer exigir técnica, mas vontade e sacrifício, apenas. E ontem o Peixe mostrou isso.

    Quanto ao Bruno Henrique, até acho que a expulsão foi exagerada. Mas ele foi juvenil demais. Que sirva de aprendizado!!!

    E estamos chegando!!!

    Santos sempre Santos!!!!

  2. Acho que já passa da hora de a FIFA determinar que, nos jogos acima de uma altitude X (2.500.m? 2.800m?) ou acima de uma temperatura Y (32ºC? 35ºC?), haja obrigatoriamente um intervalo de 2 ou 3 minutos para reposição do oxigênio ou hidratação, conforme o caso, devendo o clube mandante disponibilizar os meios para tal. Assim, seriam reduzidos os maléficos efeitos de altitude e temperatura, a bem do futebol.

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