Verdão versus altitude

Foto: divulgação/SEP

O Verdão sobe o morro pra enfrentar lá em cima o pior dos nossos adversários – a altitude.

Sim, sei bem que o amigo está fazendo um ar de enfado – outra vez, esse papo de altitude, até parece desculpa antecipada de brasileiro.

É verdade que ultimamente nossos times têm se ressentido menos dessa atmosfera desfavorável. Não sei se por alguma alquimia dos fisicultores tupiniquins, o fato é que a turma tem resistido melhor ao desconforto da altitude.

Mas, que ela existe, ah, não tenha dúvidas, meu! Tanto que, anos atrás, a Organização Mundial de Saúde proibiu que times do nível do mar ou um pouco acima jogassem nas alturas de La Paz, Bogotá e similares. Depois, a Conmebol quebrou essa regra e, há um bom tempo, vale tudo.

É que quem sobe o morro sente falta de ar e vê a bola correr lampeira entre suas pernas e mãos, pela redução do atrito com o ar.

Num futeb0l parelho, como o de hoje, em que os times brasileiros, argentinos e uruguaios perderam peso técnico – sobretudo por conta do êxodo constante de seus melhores jogadores -, ao mesmo tempo em que os demais subiram de categoria, isso conta muito.

Mas, o Palmeiras tem elenco pra chegar lá, contornar a altitude e peitar o Wilstermann. Pode até ser que não vença, muito menos dê o espetáculo que dele se espera ao longo deste início de temporada. Mas, que diabo!, um empatezinho maneiro dá pra arrancar daquele ar rarefeito.

NA LINHA DO GOL

Certa vez, um querido amigo e grande narrador esportivo, ao ouvir elogios sobre o futebol de Cristiano Ronaldo, torceu o nariz e sentenciou – “Firuleiro.” Isso, nos seus primeiros tempos do Manchester de Sir Ferguson, quando o gajo partia pelas pontas driblando até os barulhentos anéis de Saturno. Com o passar dos anos, CR7 passou a enxugar seu jogo de tal forma que hoje o reduziu ao essencial: a finalização, seja com a direita, com a esquerda ou de cabeça, nas maneiras mais diversas. Nesta terça, meteu três no baile que o Real sapecou no Atlético de Madri, pela Liga dos Campeões. Um portento, ó, pá!

Com esse resultado, dificilmente o Real deixará de encarar na final um destes dois: Mônaco ou Juventus, que se enfrentam nesta quarta-feira. Embora a Juventus seja um raro exemplo do futebol italiano que abdicou da velha retranca, torço pelo Mônaco, confesso. Não porque seja o mais modesto no plano internacional, mas porque elegeu o ataque como seu principal objetivo. E, graças ao artilheiro Mbappé – a grande revelação desta temporada europeia – e aos armadores Bernardo Silva e Lemar, transformou-se numa usina de fazer gols, o significado final de uma partida de futebol.

 

2 comentários

  1. E era mesmo * Firuleiro * , é só vě as atuacoes do Gajo com a camisa 7 do Manchester e atualmente com de Madri.

    Ele era exibicionista nos dribles magicos – apesar, é claro, de ser um de seus recursos á época – mas pecava-se na objetividade rumo ao gol , com que tens agora com os Blancos.

    Desde quando pisou em Madri, ele se tornou mais obssessivo por gols , os numeros , quebra de recordes e a rivalidade com o baixinho Messi, o fez ser uns dos melhores goleador de todos os tempos, sobretudo nos momentos decisivos.

    Abços

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