
Meus dois amores dançaram na rodada deste meio de semana pela Liga dos Campeões. Na terça, o Barça levou uma biaba (é biaba, não piaba, peixe lá dos rios do Norte, como a turma vive repetindo por aí), pancada, pois, da Juve em Turim; e, nesta quarta, foi a vez do Bayern cair em plena Allianz Arena diante do Real Madrid.
Claro, são clássicos mundiais, quatro dos mais tradicionais e poderosos times da Europa em confronto. Portanto, a vitória deste ou daquele está na pauta geral do próprio futebol.
A derrota do Bayern, em casa, por 2 a 1, pode ser vista com um levantar de sobrancelhas. Mas, há que se levar em conta que ela se configurou depois da expulsão de Javi Martinez, aos 15 minutos do segundo tempo. É também verdade, porém, que naquelas alturas o Real vinha jogando melhor, ao contrário do que ocorrera no primeiro tempo, quando os bávaros ganhavam por 1 a 0, gol de Vidal de cabeça, e poderiam ter ampliado ainda o placar, se o mesmo meio-campista chileno não atirasse às nuvens um pênalti mal marcado pelo juiz.
No segundo tempo, o Real, ancorado num jogo impecável de Casemiro, que marcou, armou e até atacou com precisão, empatou logo no começo em esperta virada de Cristiano Ronaldo, até então apagadíssimo em campo. E alcançou a vitória com o mesmo solerte gajo – desculpe, O Gajo – quando exercia uma pressão insuportável sobre um Bayern entregue, sobretudo depois das substituições feitas por Ancelotti – em especial, a troca de Xabi Alonso por Bernat, passando Alaba para a zaga desfalcada de Javi. Perdeu segurança e agudeza pela esquerda e bagunçou o meio de sua área.
E a coisa só não virou tragédia para o Bayern graças às defesas milagrosas de Neuer. Aliás, sugiro ao meu velho amigo Gilberto Gil substituir o breque daquele samba que diz ser a perfeição uma meta defendida pelo goleiro (da Seleção) por (do Bayern).
Quanto ao Barça, é aquele problema já detectado desde as saídas de Xavi e Tiago Alcântara, além da queda vertical do rendimento de Iniesta. Seus substitutos – André Gomes, Rakitic etc. – estão muito aquém, tecnicamente, das necessidades desse time maravilhoso.
Além do mais, a Juve, contrariando as tradições do futebol italiano, jogou com uma formação altamente ofensiva, com apenas o excelente Khedira de volante, e em dia inspiradíssimo de Dybala, autor de dois dos três gols de seu time. Ainda assim, foi de uma consistência defensiva impressionante.
Destarte, enquanto um dos meus olhos verte lágrimas pelas derrotas dos meus dois amores, o outro se acende, iluminado por conta do belo futebol apresentado pelos vencedores. Essa é a vida, meu.
Hoje mais uma prova que o futebol não se chama mais futebol.Se chama Casemiro !
Mas que cara excepcional esse Neuer, alias o Buffon tambem.
Os dois Arqueiros estao muito acima da média , Buffon arrebentou na terça de liga, fazendo duas ou mais defesas primordial pro placar do jogo.
Na primeira : passe especial de Messi pra Iniesta , cara a cara ele rebatou e a outra tiro a queima roupa de Luisito, ele só deu um tapa na bola resvalando pra fora.
Ontem deu a mesma formula, Neuer evitou uma goleada do Real, aquela defesa com uma só mão no tiro de Ronaldo foi magestral.
Os caras sao muitos Bons.
Gostei mesmo do Casemiro. Que sabe tudo de bola. Um dia o Brasil vai reconhecer esse novo gênio da bola.