Verdão, graças ao banco: 2 a 1.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Se o amigo me perguntar, direi que os heróis desse clássico divertidíssimo foram os dois goleiros – Prass, de um lado, e Vladimir, de outro. Heróis e vilões, ao mesmo tempo, pois evitaram que o placar da Vila alcançasse os números que o jogo merecia.

Basta dizer que o Santos, senhor do jogo ao longo de todo o primeiro tempo, mandou duas bolas nas traves verdes, e só foi abrir a contagem já aos 30 do segundo tempo, com Ricardo Oliveira, em bolas chorada na grande área verde.

Foi a pá de cal caiçara, pois, a partir daí, o Santos recuou, enquanto o Verdão se atirava à frente, sobretudo depois das entradas de Roger Guedes e de William, não por acaso os responsáveis pelo gol da virada, já pra lá de Bagdá, três minutos após o empate de Jean.

Se levarmos em conta esse jogo, time titular por time titular, o Santos leva vantagem sobre o Palmeiras. Mas, quando o banco entra em ação, o Verdão é imbatível.

São tantos os recursos de que dispõe  Eduardo Baptista que pôde se dar ao luxo de trocar Guerra, eleito o melhor jogador da Libertadores passada por Zé Roberto, deslocado para o meio com a entrada de Egídio pela esquerda. E, em seguida, sacar Zé Roberto para substituí-lo por William, autor do gol da vitória. Assim, como recorrer a Roger Guedes, no lugar de Keno, e o time ganhar ainda mais agressividade pelos lados.

É covardia.

NA LINHA DO GOL

Se me pedissem para escolher os dois melhores meio-campistas do futebol mundial neste exato momento, não hesitaria em citar dois brasileirinhos que andam esmerilhando em dois mais importantes centros do futebol europeu: Casemiro, do Real, e Tiago Alcântara, do Bayern. Ambos estraçalharam neste fim de semana. Tiago, entre tantos feitos no jogo contra o Moenchen, deu aquele passe açucarado para Muller marcar o gol da vitória. E Casemiro, no sábado, mereceu da imprensa espanhola todos os elogios possíveis, por sua multiplicidade em campo, não só desarmando como executando passes exatos e até marcando o gol da vitória de sua equipe em jogo enroscado.

 

 

8 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Excelente texto retratando com fidelidade o que aconteceu na partida, foi um ótimo jogo, de raça, técnica e entrega dos dois times, o Santos perdeu o jogo pois achava que o gol aos 30 minutos do segundo tempo lhe garantiria a vitória, mas como diz o profeta Alcides o jogo só acaba quando termina, e que ninguém duvide do poder de reação do Verdão, que foi para cima com as substituições feitas pelo Eduardo e ganhou do Santos na raça e superação, o tal de Zeca deve estar procurando o Roger Guedes até agora após aquele sensacional drible da vaca, vitória do time que não deixou de acreditar no jogo até o último minuto. Saudações palmeirenses.

  2. Boa história senhor Helena. Confesso que o Palmeiras está surpreendendo admiradores e invejosos. Entretanto a invejar há sobretudo a sorte. Acho também que o técnico Baptista está tentando cozinhar bem a tropa inchada do Palmeiras. São todos (ou quase) de ótimo quilate, porém nem tudo o que hoje brilha vai continuar sendo ouro o ano todo.
    Temos o Zé Roberto que logo vai ser avô, o Aroucha que não é mais menor de idade, temos o Edu Dracena que também se tornou adulto, e naturalmente temos alguns jovens que se machucam de vez em quando. Por isso a continuidade deste sucesso vai depender muito da sorte do técnico em continuar tendo todas as cartas do baralho para misturar.
    No resumo você disse a verdade: o banco é apimentado, e quem sai do campo e entra no banco pode no próximo jogo decidir. Este problema muitos técnicos gostariam de ter.

    1. Alberto Helena Jr.

      Ao internauta Memil eu digo que não sei para que time ele torce mas sua análise deixa pairar no ar um tom de menosprezo aos jogadores citados do time do Verdão, quem não gostaria de ter no seu clube uma tropa “inchada” como a do Palmeiras, procure nos co-írmãos falidos se não gostariam de ter um Zé Roberto (43 anos mas numa forma física e técnica muito superiores a jogadores bem mais novos como por exemplo aqueles pregos que jogam no “itaqueras team”), ou um Edu Dracena, veterano mas que é campeão por onde passa, está certo no que concerne ao Arouca que todo mundo pergunta o que se passa com esse jogador porque bola ele tem mas não deslanchou no Verdão. Por último a sorte sempre vem acompanhada com trabalho e respeito a instituição, então estamos no caminho certo. Aos Antis Verdão eu digo chupa que a cana é verde e doce mas não é mole não. Saudações palmeirenses.

      1. O seu bumbum de macaco pelado ; – Ja disse antes e vou repetir pra voce meu velho .
        Depois que esse timeco de Peppas conquistar 2 Mundiais ae voce pode falar alguma besteira sobre o Todo Poderoso Timao.
        Nunca tera 30 milhoes de Torcedores e 2 Mundiais.;-
        Eae seu porquinho – quem chupa a banana agora ??
        Huhu
        Hoin’c- Hoin’c – Hoin’c
        Bjus

  3. Sobre o texto na Linha do Gol.,
    Nao compartilho com tua analise , mas tua opiniao , és tua opiniao.
    Eu sem duvidas sempre vou citar o maeztro Tony Kross; meio-campista espetacular; que joga de fraque e cartola da Armani ou Versacce.
    Ate mais
    Bjus

  4. Viu, Saldinha ? Até Alberto Helena Jr.,dono dessa ótima coluna disse ! Casemiro está esmerilhando ! E volto a repetir , o sr. tem que se conformar, pois o futebol hoje chama-se Tupãzinho !

    1. Alberto JT Helena com certeza não elogiaria o Casemiro jamais, acho que deve ser um clone dele Moysés.
      Eu me lembro ele era amigo do Cláudio Coutinho e gostava muito das suas inovações táticas como o ponto futuro, o overlaping, o time saindo em bloco para o ataque à la Holanda. Foi Alberto JT Helena quem criou o termo “tisius” para se referir a Reynaldo, Paulo Isidoro e Cerezzo esses sim craques de primeira linha. portanto esse daí é um clone Moysés.

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