
Verde é o Parque, verde, o gramado, embora pontilhado de manchas marrons pela incúria dos promotores de shows, verde é o Palmeiras, assim como a Chapecoense, que está prestes a pintar a Sul-Americana de verde, decidindo o título com o verde Nacional de Medellin.
E tingida de verde está a taça do Brasileirão, depois de vinte e dois anos em que outras foram as suas cores.
Bem, o fato é que o Palmeiras, se precisava apenas de um empate para sagrar-se campeão do Brasil, não deixou em campo a menor dúvida: venceu por 1 a 0, gol de Fabiano, um lateral que a turma olhava enviesadamente mas que levou pra campo a confiança de Cuca, um dos pilares dessa conquista, pois não apenas soube adotar as táticas adequadas às circunstâncias como controlou o elenco de maneira sábia e parceira.
Elenco, diga-se, de alta linhagem, montado a partir de uma gestão madura, em que teve, sim, um mecenas, na figura do seu presidente Paulo Nobre, mas que soube gerir o clube com ciência, apesar da paixão.
Elenco bem balanceado entre jogadores experientes – e o exemplo mais bem acabado disso é o quarentão Z Roberto, que esbanjou classe e energia ao longo de toda o campeonato – e novatos, como a mais cintilante estrela do time – o menino Jesus.
Elenco que recebeu dois preciosos reforços para os quais não pousavam os olhares dos experts de plantão: os meio-campistas Moisés e Tchê-Tchê. Assim como o desconhecido Roger Guedes.
Em meio a tudo isso, da cartola dos deuses do futebol, surge a figura mais improvável do goleiro Jaílson, baiano de 35 anos de idade, que mofava na obscuridade da reserva de Prass, ídolo inconteste, e até mesmo de Wagner. E eis que o rapaz entra numa fogueira, fecha o gol e se transforma num dos mais significativos responsáveis pela conquista verde.
Aí, acrescente Dudu, um atacante cheio de dribles e manhas, que Cuca soube atrair para a zona do bom senso, e temos um ligeiro quadro do campeão brasileiro de 2016, um quadro com moldura dourada como aqueles que o mais modesto torcedor verde pendura na parede de casa, ao lado do campeão do mundo em 51, das várias Academias e do já esmaecido time dos anos 90.
Queria exaltar Coca Mendoza,lateral do São Paulo em 1996. Um dos maiores jogadores da história do futebol !
João Saldinha,hoje o Lisca venceu seu primeiro jogo como técnico do Inter. Sinal que o sr. acertou ao levá-lo pra lá ! Parabéns !
Eu se consagro como indicador de técnico. Até agora o Inter não me pagou a indicação do Lisca que evitará a queda. Quero meu dinheiro.
Helena Jr. cada dia mais agradavel e polido, abçs.. Veiao….
Muito bom, só lembrando que o Jailson é de São José dos Campos e não baiano
Helena Jr. o Jailson não é baiano, e sim paulista de São Jose dos Campos
Eu me tirei de sério e ainda me auto-chamei de tatuzão ! Vê se está certo isso ?
Alberto Helena Jr.
Excelente texto e bela homenagem aos atletas que fizeram do meu Palmeiras o eneacampeão do futebol brasileirol, agora isolado sem a desagradável companhia dos Sardinhas Futebol Ostentação e Brinquinho Futebol Clube. Obrigado Palmeiras por dar essa alegria por mais uma conquista que nos meus 61 anos presenciei graças a Deus. Saudações palmeirenses.
Olha ai uma notícia animadora. Enquanto a justiça espanhola pede a prisão de Neymar, Tite volta a nomeá-lo capitão da seleção. Um premio, em consonância com o atual momento brasileiro o qual dignifica e muito a seleção.