Tá tudo verde

Foto: Nelson Almeida/AFP
Foto: Nelson Almeida/AFP

Verde é o Parque, verde, o gramado, embora pontilhado de manchas marrons pela incúria dos promotores de shows, verde é o Palmeiras, assim como a Chapecoense, que está prestes a pintar a Sul-Americana de verde, decidindo o título com o verde Nacional de Medellin.

E tingida de verde está a taça do Brasileirão, depois de vinte e dois anos em que outras foram as suas cores.

Bem, o fato é que o Palmeiras, se precisava apenas de um empate para sagrar-se campeão do Brasil, não deixou em campo a menor dúvida: venceu por 1 a 0, gol de Fabiano, um lateral que a turma olhava enviesadamente mas que levou pra campo a confiança de Cuca, um dos pilares dessa conquista, pois não apenas soube adotar as táticas adequadas às circunstâncias como controlou o elenco de maneira sábia e parceira.

Elenco, diga-se, de alta linhagem, montado a partir de uma gestão madura, em que teve, sim, um mecenas, na figura do seu presidente Paulo Nobre, mas que soube gerir o clube com ciência, apesar da paixão.

Elenco bem balanceado entre jogadores experientes – e o exemplo mais bem acabado disso é o quarentão Z Roberto, que esbanjou classe e energia ao longo de toda o campeonato – e novatos, como a mais cintilante estrela do time – o menino Jesus.

Elenco que recebeu dois preciosos reforços para os quais não pousavam os olhares dos experts de plantão: os meio-campistas Moisés e Tchê-Tchê. Assim como o desconhecido Roger Guedes.

Em meio a tudo isso, da cartola dos deuses do futebol, surge a figura mais improvável do goleiro Jaílson, baiano de 35 anos de idade, que mofava na obscuridade da reserva de Prass, ídolo inconteste, e até mesmo de Wagner. E eis que o rapaz entra numa fogueira, fecha o gol e se transforma num dos mais significativos responsáveis pela conquista verde.

Aí, acrescente Dudu, um atacante cheio de dribles e manhas, que Cuca soube atrair para a zona do bom senso, e temos um ligeiro quadro do campeão brasileiro de 2016, um quadro com moldura dourada como aqueles que o mais modesto torcedor verde pendura na parede de casa, ao lado do campeão do mundo em 51, das várias Academias e do já esmaecido time dos anos 90.

9 comentários

    1. Eu se consagro como indicador de técnico. Até agora o Inter não me pagou a indicação do Lisca que evitará a queda. Quero meu dinheiro.

  1. Alberto Helena Jr.

    Excelente texto e bela homenagem aos atletas que fizeram do meu Palmeiras o eneacampeão do futebol brasileirol, agora isolado sem a desagradável companhia dos Sardinhas Futebol Ostentação e Brinquinho Futebol Clube. Obrigado Palmeiras por dar essa alegria por mais uma conquista que nos meus 61 anos presenciei graças a Deus. Saudações palmeirenses.

  2. Olha ai uma notícia animadora. Enquanto a justiça espanhola pede a prisão de Neymar, Tite volta a nomeá-lo capitão da seleção. Um premio, em consonância com o atual momento brasileiro o qual dignifica e muito a seleção.

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