A volta do mais completo do mundo

Foto: AFP
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Já disse aqui à exaustão e repito: Yayá Touré é o mais completo jogador de futebol da atualidade no planeta Terra. Joga de zagueiro, volante, meia-armador, meia-ofensivo, atacante, com a mesma naturalidade, elegância, técnica esmerada, habilidade, senso de colocação e antevisão da jogada, atributo exclusivo do autêntico craque.

Por uma questão de disse-me-disse, estava encostado no Manchester City, uma tremenda incongruência, desde que o técnico do time é simplesmente Guardiola, cultor extremo da versatilidade.

Aliás, Guardiola já havia pisado na bola ao permitir a saída de Touré do Barça.

Bem, como o mal-estar entre técnico e jogador foi vencido, sobretudo pelo fato de o City ter decaído nas últimas rodadas, Yayá Touré, finalmente, foi escalado neste sábado contra o Crystal Palace, na casa do inimigo.

Resultado: City 2, Crystal 1. Dois gols de Touré, que não só assentou o passe de meio de campo do seu time como se infiltrou à área inimiga para tabelar com Aguero e Nolito antes de finalizar com categoria no primeiro gol. Depois, com o jogo empatado, em bola cruzada na área, como genuíno centroavante, simplesmente tocou para as redes abertas.

Assim, o City, que nem de longe lembra o estilo Guardiola no jogo coletivo, voltou à liderança do campeonato por pontos ganhos, ao lado do Liverpool que não saiu do zero diante do Southampton, à espera de um tropeço do Chelsea, neste domingo.

Os deuses do futebol costumam ser cruéis, mas, diante do craque, geralmente se curvam.

NA LINHA DO GOL

Tava assistindo ao clássico entre Manchester United e Arsenal na tv, divertindo-me com as mensagens dos telespectadores brasileiros, como tais, pedindo a cabeça do técnico Wenger, aquele que está há vinte anos no comando do Arsenal. Afinal, embora o Arsenal tivesse maior domínio da bola, não chutava uma mísera bola ao gol inimigo, que era, no entanto, muito mais incisivo. E assim o United abriu a contagem, com Mata. E à turma que clamava por substituições, finalmente, Wenger os atendeu, colocando Chamberlain, um atacante, na lateral-direita, e Giroud, no comando do ataque. Resultado: Chamberlain cruzou e Giroud empatou o jogo em pleno Teatro dos Sonhos, pra desespero de Mourinho.

Já o Barça, sem Messi, Iniesta e Luisito Suárez, tomou conta do jogo contra o Málaga, do início ao fim. Basta dizer que seus dois zagueiros – Piqué e Mascherano – atuaram o tempo todo na intermediária do adversário, que jogava com treze na defesa. Como? Não, meu amigo, não errei na conta, Eram dez de linha e o goleiro que valeu por três, pois fez uma série de defesa providenciais, algumas milagrosas, como aquele cabeceio de Neymar, no finzinho da partida, em que, vencido, se recuperou num verdadeiro sortilégio.

7 comentários

    1. Eu sabia que já tinha te visto em algum lugar Moyses. Que ALEGRIA, agora me lembro, você era bedel lá do Objetivo no prédio da Gazeta nos anos 70. Você enchia o saco de quem chegava atrasado ameaçava entregar ao Di Genio. Quanto tempo Moysés você está bem? Eu nunca passei em nenhuma Universidade isso mostra quão importante era as aulas do Kobayashi, do Dráusio Varella. Acho que o Helena ja´andava por aquelas bandas. Helena escrevia no JT já era um razoável jornalista parecia muito o Charles De Gaulle ela dava palestras nas escadarias do prédio Moysés, grátis! Eu gostava muito das tortinhas de morango da cantina.

      1. Seria uma honra ser esse tal de Zé Bedeu, mas sou o Ivan Moysés mesmo, a mais de 12 anos no meio esportivo ! E como é que é, eu quero ver o sr. acompanhando o trabalho do professor Lisca lá no Inter, pois o sr. o indicou com muita astúcia !

        1. Pensei que eu seria o português marchando certo e o batalhão todo errado. Há mais um, o Diego Lugano zagueirão do SPFC. É, ele fala que o Tite não passa de “um encantador de serpentes” Ih Ih Ih! E sabe por que? Porque consegue adormecer a mídia esportiva Ih Ih Ih Ih! Aliás, toda mídia brasileira está adormecida faz tempo, há caso onde o adormecimento passou para a fase de delírio como o caso do senhor aqui da Gazeta Henrique Nicolini que disse: “A seleção voltou a despertar o patriotismo do brasileiro” como em 70 né seu Nicolini? Ih ih Ih Ih Ih!!!! Nóis sofre mais nóis dorme!!!!

  1. falando em bedel, objetivo, professor di genio, dráusio varella, isso me lembra unip. o moysés era funcionário nos anos 70 e eu sou funcionário desse conglomerado de empresas… mas que coincidência não??? A propósito, o Alberto Helena como sempre perfeito, um mestre, escreve sempre com muita qualidade.

    1. Eu aumento mais não invento. Tá vendo Moysés. Você era mo tal bedel mesmo o Jessé confirma. Na hora que te encontrar vou de dar umas bolachas, você me barrou várias vezes na entrada. Não adiantava falar que a culpa era do ônibus Circular Avenida. Você me prejudicou Moysés são 46 anos passados mais não esqueço.

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