Messi x Neymar, champagne no gelo

Foto: AFP
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Deixe-me ver… Quando foi que vi um Brasil e Argentina pela primeira vez na vida?

Bem, a primeira vez, de fato, não vi. Ouvi, pela voz de Pedro Luís.

Argentina e Brasil andaram brigados por dez anos. Por isso mesmo os hermanos não participaram do Sul-Americano de 1949 e da Copa do Mundo de 50, disputados no Brasil.

O reencontro só seu deu em 1956, em Montevidéu, num Sul-Americano Extra, em que nossa Seleção0 foi representada por um combinado paulista, sob o comando de Osvaldo Brandão, cujo ataque era Maurinho, Luisinho, o Pequeno Polegar, Del Vecchio, Zezinho e Canhoteiro, nunca me esqueço. Ganhamos por 1 a 0, gol de Luisinho.

Assim, ó, ao vivo, cara a cara com os jogadores em campo, foi um ano mais tarde, quando dois garotos praticamente estreavam na Seleção Brasileira – Pelé e Mazzola, justamente os autores dos gols da vitória canarinho. Mas, esses dois eu assistia a cada rodada do Campeonato Paulista, e me encantava com o gênio precoce de Pelé e as arrancadas incontroláveis de Mazzola.

O fascínio ficou por conta de três craques históricos da Argentina: o goleiro Carrizzo, o centromédio Néstor Rossi e o meia Labruna, já veterano, um poço de sabedoria e talento.

Carrizzo foi um dos maiores goleiros da história do futebol mundial com o que concordava, por exemplo, o uruguaio Pedro Rocha que me confessou certo dia ter ficado paralisado diante do argentino numa cobrança de pênalti pela seleção de seu país. Néstor Rossi era o chamado patrão do meio de campo, de onde distribuía o jogo com elegância, técnica e autoridade como poucos. E Labruna, o cérebro e os nervos da equipe.

Corta! Saltemos seis décadas e desembarquemos no Mineirão de hoje. Ou melhor de amanhã, quando brasileiros e argentinos se reencontram, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em situações diametralmente opostas. O Brasil, líder da competição, em arrancada a partir da chegada de Tite ao comando da Seleção, e a Argentina, ameaçada até de ficar de fora da repescagem.

Para os argentinos, é questão de vida ou morte. Mesmo porque, se quiser evitar o pior, nada melhor do que juntar forças morais a partir de uma vitória sobre o Brasil, aqui. Nova derrota e dificilmente o técnico Bauza resistirá à tormenta que se armará no seu país.

Já Tite, que recebeu a bênção da mídia e da opinião pública brasileira, reforçada pelas quatro vitórias consecutivas, no máximo, lamentará a má sorte, e vida que segue.

Time por time, neste exato momento, estamos melhores. Eles, porém, têm Messi, um espetáculo à parte, embora na seleção de seu país não tenha conseguido suprir as muitas falhas coletivas da equipe. Mas, sempre pode.

Do nosso lado, Neymar, que, apesar de todo o peso das críticas sobre sua personalidade pública, continua leve e solto, tanto com a camisa do Barça quanto com a amarelinha.

Jogo pra se ver com o champagne gelando no balde ao lado do pratinho de torradas cobertas de caviar Beluga.

 

9 comentários

  1. Pois é!
    Jogo…jogaço!!!
    Para ver e rever, mesmo que não tenha acontecido, ainda.
    E o caviar, quanta humilhação, heim?…Alberto. (sorrisos).
    P.S.: Só trocaria a “champanha” por um bom e velho 18 anos.

    1. Messi como estrangeiro jogará com a camisa PL 4567 e Neymar como bom brasileiro jogará com a camisa PL 55. Essa será uma homenagem póstuma a esses dois emblemáticos números que para a imensa maioria dos brasileiros soam como meros números para ser jogado no jogo de bicho.

  2. Mesmo com Tite Paulinho e Fernandinho vamos ganhar. A Argentina consegue ser mais ridícula com Macherano Biglia e cia. Messi Cuspidor e Neymar Piscador são os únicos que sabem o que é uma bola. Não me deixo envolver pelo oba oba da mídia globalizada fazendo de Tite um deus. Tudo é falso nesse futebol atual não dá infelizmente para ser levado a sério.

  3. Meu saudoso tio Toninho, contava de um Brasil e Argentina, onde Luisinho depois de driblar um argentino, teria sentado na bola, procede? Ou é apenas folclore.

  4. A Argentina pode estar quebrada …, mas é a Argentina ,consegue reunir forças e se superar. Lembro-me da copa de 90 que nossa seleção era superior e Maradona com uma perna só conseguiu superar nosso meio de campo e colocar seu companheiro na cara do Tafarel e nos venceram foram até a final contra a alemanha. Espero que não levamos uma trombada agora.

  5. Prefiro um bom e velho martini.
    Mas falando sobre o jogo e Tite , o velhote está entre os melhores do futebol atual : sabe fazer um bom conjunto organizado e tal. . Porem o homem esta ponhando as cartas erradas; Futebol bem jogado é aquele formado por meias
    habilidosos e criativo ; coracao do time. Entao nao entendo, oque ele ver nesse tal de Paulinho , um volante comum e nada mas. E deixa um meia habil como Lucas Lims no banco??? Ele iria dizer que precisamos de um homem marcador. Ora bolas , eu diria a ele que precisa ser mais ousado. Os meias que ele tem em mãos são otimos; Renato Augusto, Lucas Lima e P. Coutinho . Craques jogam e faz- jogar.
    Entao , que o tempo passe e o Velhote conquiste com ele a Ousadia que lhe- falta.
    Buenas.

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