Noite da degola paulista

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

A Copa do Brasil, pela primeira vez na história dessa disputa, está aos pés de gaúchos e mineiros, sem a presença de cariocas ou paulistas na fase semifinal.

Os cariocas nem chegaram até aqui, e os paulistas foram defenestrados de cambulhada nesta noite de  quarta-feira.

A noite a degola começou no Beira-Rio, onde um Inter determinado meteu 2 a 0 no Santos. Desfecho que já se anunciava no rolar da bola, quando o Colorado partiu pra cima do Peixe, perdeu um gol feito com Sasha e abriu a contagem com cabeçada certeira de Aylon.

Bem que o Santos tentou se recuperar, mas não resistiu, se mandou pra frente e, já no finzinho da partida, tomou o segundo, de Sasha, quando já não tinha um lateral-esquerdo por ali (Zeca havia sido substituído pouco antes por Rodrigão, no desespero de chegar ao empate).

Logo depois, no Allianz Parque, o líder do Brasileirão, justamente preocupado em manter esse posto, entrou em campo sem uma penca de titulares habituais: Jean, Vítor Hugo, Zé Roberto, Moisés, Tchê-Tchê, Dudu, sei lá quem mais.

Mas, que diabo!, pra que serve esse tão amplo leque de opções do festejado elenco verde?

E, de fato, o Verdão tomou conta do jogo, chegou a ter 60 por cento de posse de bola e abriu o placar com Thiago Martins, de cabeça, logo aos 7 minutos do segundo tempo.

Já estava classificado quando, lá pelos 22 minutos, Allione dá um carrinho insano num adversário e é expulso.

A partir daí, o Palmeiras foi se esgarçando, e desmilinguiu de vez quando Everton, que acabara de entrar, aos 31, empata o jogo e leva o Grêmio pra fase seguinte da Copa do Brasil.

Foto: Juliana Flister/Light Press
Foto: Juliana Flister/Light Press

Enquanto isso, no Mineirão, Cruzeiro e Corinthians ofereciam um emocionante espetáculo de bola. Nem tanto pela técnica aplicada, mas, sobretudo, pelo empenho de ambas as equipes.

E, principalmente, pela chuva de gols no segundo tempo, depois do empate por 1 a 1, no primeiro período. gols de Ábila e Rodriguinho.

Ábila, de pênalti, Bruno Rodrigo e Arrascaeta plantaram a goleada que subiu no telhado quando, já aos 42 minutos, Rildo reduziu pra 4 a 2 (5 a 4 no agregado). E foi aquele perereco até o apito final.

Mais cedo, o Galo perdeu para o Juventude por 1 a 0, mas levou a vaga na decisão por pênaltis, passando a ser o único com lugar praticamente assegurado na Libertadores, via Brasileirão, a disputar as semifinais da Copa do Brasil. O Grêmio, pra levantar de novo a crista, enquanto Inter e Cruzeiro para salvar um ano doloroso.

7 comentários

  1. Helena, que juizão doido é esse que marcou pênalti CONTRA o curintia? da última vez que isso ocorreu, acho que o Brasil sonhava em ser tetra!

  2. Helena, ninguém vai falar da arbitragem que só via falta a favor do time da casa?
    Só quando o corinthians vence a partida, que venceu por causa do apito amigo?

  3. Bola pra frente que atrás vem o juiz.

    O sr cidadão do apito, com sua fraca personalidade, influenciou sim na vitória do cruzeiro diante do corinthians.
    Toda a partida foi orquestrada por intensão do juiz, com critérios caseiros , e pelas declarações do sr técnico do cruzeiro, Mano. Que na primeira partida declarou que em Itaquera sempre o visitante sai prejudicado. Pelo visto, não apenas em Itaquera.

    Viva o País do 7 a 1!!!!!!!

  4. Alberto Helena Jr.

    Excelente análise como sempre e como palmeirense reforço o que foi dito por você em relação ao Allione carrinho insano e para louco só há um lugar hospício, não fica para o ano que vem e acho que já sabia disso e armou essa presepada para sair mais rápido, ao Allione digo hasta la vista maricon. Saudações palmeirenses.

  5. Quem estabeleceu a prerrogativa de que o Corinthians, é o melhor time do Brasil, possui a maior torcida, e que os juizes, não podem marcar penaltys contra o mesmo ? Quando começa o ano, cria´se uma enorme expectativa, onde só os clubes de São Paulo, ou de Minas, têm reais chances de se tornarem campeões. Quando isso dá errado, começa o mi,mi,mi,mi,mi. A quadrilha do apito fundada pelo Edilson Pereira, se encarrega de carregar o PALMEIRAS, EM SUAS DIFICULDADES.

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