Samba e futebol

(Foto: Pascal Guyot/AFP)
(Foto: Pascal Guyot/AFP)

A cerimônia de abertura das Olimpíadas foi um show de bom gosto, sem exageros tecnológicos, embora os recursos utilizados tenham funcionado bem no contexto de um repertório que desenhou nossa história e nosso perfil de maneira exata, sem ufanismo, tendo como ponto central a mais popular das expressões culturais brasileiras – o samba, que neste ano cumpre seu centenário, se tomarmos como base o samba de Donga, Pelo Telefone, gravado em 1916.

Mas, infelizmente, tivemos nossa primeira decepção com as duas derrotas consecutivas da nossa Menina de Ouro do judô, Sara Menezes, logo de saída. Mas, as meninas do vôlei, como sempre, reacenderam a esperança de uma medalha de ouro, perdida no último tiro pelo brasileirinho de olhos puxados, Wu, para o vietnamita.

Mas, que fazer, se vietnamita já nasce espiando o mundo pela alça de mira de um arma?

Voltando, porém, à nossa praia habitual, o feijão com arroz do Brasileirão, olha Mengo aí, minha gente!

Pois, o Mengão sem campo próprio, recebeu o Furacão em Cariacica, no Espírito Santo, e venceu por 1 a 0, gol de Mancuello, de letra, em cruzamento de Fernandinho. Frame a frame, o gringo estava em posição de impedimento – a cabeça à frente do último beque. Mas, isso é um refinamento tecnológico que o bandeirinha não tem.

E o gol, no fim, veio a premiar o time que teve pleno domínio do jogo, embora a melhor de todas as chances partisse dos pés de Valter, o Fino da Bola, naquele disparo de longa distância que se chocou com o poste esquerdo de Muralha, adiantado.

Assim, o Urubu voa para a liderança do Brasileirão, pelo menos por uma noite.

Mas, atenção pela velha máxima: deixaram o Mengo chegar, agora segura!

2 comentários

  1. Helena que maldade com os vietnamitas , pois aqui no Brasil morrem todos os dias centenas de brasileiros por arma de fogo,provando que o brasileiro é bom de tiro.

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