
Nossos meninos olímpicos levaram pouco mais de vinte minutos pra encontrar seu jogo, aquele de marcação avançada, trocas de bola alternadas – às vezes cadenciadas, às vezes rápidas – e infiltrações surpreendentes.
Nesse período de indecisão, foi vítima da aplicadíssima marcação japonesa desde sua saída de bola da defesa, e só havia conseguido um bom chute de Felipe Anderson defendido pelo goleiro.
Mas, aos poucos, a turma se ajeitou em campo, a partir do posicionamento de Thiago Maia, um autêntico centromédio do passado, que fincou sua bandeira no meio de campo e passou a obstar os ataques japoneses e a distribuir o jogo com ciência, além de avançar quando os espaços se abriam, a ponto de disparar aquele petardo na trave nipônica.
Isso, já quando o Brasil vencia por 1 a 0, fruto de uma veloz e hábil arrancada de Gabigol, que passou por três e disparou bola que desviou no beque e entrou, aos 30 minutos. E, pouco antes de Neymar bater falta na trave.
Daí, até o segundo gol de cabeça de Marquinhos, em cobrança de corner de Neymar, resultante de uma vertiginosa tabelinha com Gabigol, que o goleiro tocou pra fora, foi uma sucessão de investidas brasileiras, com os dois Gabriéis, Neymar, mais versátil, Felipe Anderson e Rafinha, com o apoio constante dos laterais Zeca e Douglas Santos.
Na ponta do lápís (alguém ainda usa esse objeto tão antigo que nem meu corretor automático reconhece?), o Brasil olímpico poderia ter ido para o vestiário com 5 a 0 no placar: além dos dois gols, as duas bolas na trave e um pênalti sobre Felipe Anderson não assinalado pelo juiz. Sem falar nas outras tantas chances criadas e defendidas pelo zagueiro ou cortadas pela zaga.
Para o segundo tempo, entram Renato Augusto no lugar de Rafinha e Luan, no de Felipe Anderson, e o time se ressente dessas mudanças. Somadas à queda natural de um time que vem de forte treinamento, às vésperas da estreia nas Olimpíadas e que ganhava o jogo com certa folga, essas substituições acabaram forçando outras tantas, no sentido contrário à proposta inicial do técnico Micale, com a volta dos dois volantes, a partir da entrada de Wallace no lugar de Gabigol e tal e cousa e lousa e maripousa.
De qualquer jeito, ficou plantada a semente no Serra Dourada do reencontro do futebol brasileiro com suas mais caras tradições – um jogo ofensivo, divertido, leve e veloz revelado naqueles vinte e cinco minutos finais do primeiro tempo.
Já é alguma coisa.
Helena pelo jeito assisti outro jogo !! achei fraco, sem conjunto, técnica e tática ,não é um time e sim um grupo de aparecidos puxados por Neymar!!!
Helena assisti ao jogo. Achei muito bom, bom conjunto com boa técnica e tática. Um bom grupo empurrados por Neymala.