Sinal verde para o Verdão: 3 a 1

Divulgação: Palmeiras
Divulgação: Palmeiras

Preste atenção no que digo: o Sport pode estar eventualmente lá no fundo da tabela, mas não é nenhuma baba de boi, meu.

Tem lá Diego Souza, Gabriel Xavier, canhotinho hábil projetado pelo Cruzeiro outro dia, Rogério, atacante arisco preterido no São Paulo pelo inútil Centurión, etc.

Por isso, essa vitória categórica do Palmeiras, por 3 a 1, na Ilha do Retiro, não só serviu pra mantê-lo líder isolado do Brasileirão como, sobretudo, pra quebrar a escrita de que vai mal sempre que sai do Parque.

Sem Dudu, que vem cumprindo excelente papel nesta temporada, o técnico Cuca optou por Erik, nem Barrios, nem Rafael Marques, dois centroavantes típicos. Preferiu manter a sistemática que vem dando certo, com três atacantes móveis e ariscos lá na frente. Pois, coube a Erik, como autêntico centroavante, abrir a contagem, em serviço de classe prestado pelo menino Jesus da direita.

O Sport, em esperta jogada de Gabriel Xavier, que se livrou de Prass, empatou, para Gabriel Jesus, em seguida, colocar o Verdão novamente à frente, em passe exato de Thiago. Tudo isso no segundo tempo, quando Cleiton Xavier, de pênalti cometido o menino Jesus, definiu o placar de 3 a 1. (Não se confunda com tanto Gabriel e Xavier na parada).

Percebeu o amigo quantas vezes citei o nome de Gabriel Jesus? Pelo menos três. Três vezes decisivas: no passe a Erik, no primeiro gol; na execução do segundo gol verde; e no pênalti sofrido, no terceiro.

O garoto está voando. Pena que o juiz lhe tenha cortado as asas para o próximo jogo, exibindo-lhe o cartão amarelo. Desfalque tão significativo como o de Moisés, que saiu lesionado (pelo jeito, muscular, o que leva tempo para recuperação).

Por outro lado, o Verdão há que celebrar a estreia do zagueiro colombiano Mina, que chegou ontem e estreou hoje como se estivesse no Parque há décadas.

Sinal verde para o Palmeiras seguir adiante na busca do título ainda distante.

 

 

 

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Junior
    Quero cumprimentá-lo pelo excelente texto e análise da partida, você é digamos o último dos moicanos de uma imprensa esportiva, da qual fez parte o meu tio já falecido, narrador de rádio dos bons aqui na região de Bauru, a imparcialidade e equidade em seus comentários denota o caráter de um homem, hoje em dia tão em falta na moderna imprensa esportiva, vendida ou torcedora que pulula em nosso país, faculdades de jornalismo derramando na mídia um monte de molecotes torcedores sem nenhum escrupulo em distorcer os comentários de acordo com os interesses (inclusive financeiro) dos times que torcem ou se vendem. Desculpe aproveitei o espaço para um elogio merecido e também para um desabafo. Saudações palmeirenses.

  2. Agora vai precisar muito da torcida no próximo jogo: quase meio time de desfalques e contra o Santos, que está muito bem no campeonato.

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