As surpresas da Eurocopa

Foto: AFP
Foto: AFP

Sete a um pra Alemanha sobre a Irlanda do Norte seria pouco. O placar mais justo, pelo volume de jogo e as infinitas chances criadas pelos tedescos, era pra atingir o absurdo, uns 10 a 0, no mínimo. Pois, acabou num modesto 1 a 0, o suficiente para os campeões do mundo encerrarem a fase de grupos da Eurocopa em primeira lugar na sua chave, dando sinais de que chegarão mais longe ainda no torneio.

Algo parecido com a situação vivida pela Inglaterra diante da Eslováquia, na véspera. Nem tanto, mas o bastante para que os súditos da Rainha não amargassem um empate por 0 a 0, apesar de todos aqueles artilheiros de que dispõem, como Vardy, Kane, Rooney, que só entrou no segundo tempo, e o menino Rashford, quem nem saiu do banco.

Quem, por seu lado, penou pela falta de um ataque tão qualificado como seu meio de campo foi a Espanha bicampeã europeia.

Com Morata e Nolito, os dois principais artilheiros espanhóis, lá na frente, a baliza adversária fica do tamanho do buraco da agulha.

E só isso justifica a derrota por 2 a 1, de virada, para a Croácia, que se deu ao luxo de manter no banco Modric e Mandzukic.

Bem que a Espanha poderia ter encerrado o primeiro tempo com, digamos lá, 3 a 0 no placar. Mas, ficou apenas naquele gol de Morata, completando quase em cima da risca a conclusão de Fàbregas. Mas, apesar do domínio espanhol, a Croácia empatou já no último minuto do primeiro tempo, com Kalinic.

No segundo tempo, a Croácia despertou, criou uma chance incrível, salva por De Gea, duas vezes seguidas, e chegou ao gol da vitória, com Perisic, já nos últimos minutos. Antes, Sérgio Ramos perdeu pênalti, e, depois, no último lance da partida, David Silva limpou e bateu bola que foi salva pelo beque em cima da risca.

Dessa forma, perdeu o primeiro lugar para a Croácia, e terá de enfrentar a Itália, essa carne de pescoço, na próxima fase.

E a Itália, o amigo já sabe, é aquela retranca feroz com contragolpes mortíferos. Sei, não. O tri está em xeque.

NA LINHA DO GOL

A sempre alerta Gabriela Moreira, em seu blog da Espn, levanta uma questão pertinente: o Código de Ética (?) da CBF impede qualquer funcionário contratar parentes para servir à entidade. Isso atinge em cheio Tite, que acaba de levar o filho Matheus como seu auxiliar na nova comissão técnica recém-criada na CBF. Confesso que já estava a fim de fazer essa ressalva antes de ler o blog da excelente companheira de mídia. Não é legal, independendo do que diz ou não o Código de Ética de uma organização sem a menor ética. Caberia a Tite, já embrulhado em situação delicada nesse aspecto, perceber de antemão que o melhor seria evitar mais esse desconforto. Não sei das competências do rapaz, nem tenho como avaliá-las. Mas, de qualquer forma, sempre me opus ao qualquer tipo de nepotismo, ainda que o parente seja um gênio indispensável. No mínimo, não combina com a inteligência de Tite.

 

4 comentários

  1. Código de Ética na CBF(?),no Senado(?),no Congresso Nacional(?),no Brasil desde as Capitanias(?).
    Mais valeu o seu ponto de interrogação do que o bem intencionado e honesto texto da Gabriela.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *