
Segundo o presidente do Corinthians, Roberto Andrade, Tite trocou o Corinthians pela Seleção, antecipando-se ao anúncio oficial do treinador. Um abacaxi para o presidente do Timão descascar, desde que, fala-se, Tite carregará na bagagem boa parte da comissão do clube, a começar pelo gerente Edu,
Só isso já dá uma medida de como deverá ser a gestão de Tite à frente da Seleção: uma forte tendência de o técnico se cercar de gente de sua confiança.
Isso, porém, se estenderá ao time? Quero dizer: será que Tite vai chamar aqueles jogadores em quem ele deposita confiança por já tê-los dirigidos aqui ou ali, ou se convocará os mais habilitados, sejam ou não de sua intimidade?
E mais: Tite, ao convocar sua Seleção, o fará com a ideia fixa de chamar aqueles que melhor se adaptem ao seu esquema preferido, ou terá a abertura pra criar um esquema o mais adequado aos melhores jogadores brasileiros em atividade no mundo?
São questões a serem respondidas pelo novo treinador da Seleção, caso lhe perguntem nas infinitas entrevistas coletivas a que será submetido, pelas circunstâncias.
Pelo que se sabe de Tite, não se trata de um técnico versátil, embora saiba se adaptar ao meio que se lhe ofereça. Maleável, mas não versátil no que toca a conceitos sobre o jogo.
Sua palavra de ordem é equilíbrio, um termo ambivalente no futebol brasileiro atual, que vai desde ferrenha retranca ao jogo um pouco mais solto em direção ao ataque.
Ultimamente, no Corinthians, tem alternado uma sistemática mais conservadora com alguns surtos de ousadia, o que já considero um avanço. Mas, não o suficiente.
Isso, claro, pode ser fruto tanto de suas concepções quanto das limitações que um clube oferece a qualquer treinador. Mas, com a possibilidade de reunir quem quiser, teoricamente os melhores, talvez Tite possa se espalhar.
Afinal, trata-se de um cara inteligente, capaz de perceber o nó que tem de desatar na Seleção: ou permanecer naquele nhenhenhém, ou romper esse ciclo vicioso e implantar um jogo mais compatível com a história e a identidade do futebol brasileiro, algo já em processo de pleno esquecimento.
O diabo é a falta de tempo pra treinamentos nesse período crítico das Eliminatórias (é o que nos resta) em que, até agora, estamos fora da Copa da Rússia.
Mesmo porque dizem que Tite não é do tipo de chegar, logo implantar seus conceitos e vê-los no dia seguinte em prática. É mais de um trabalho exaustivo, a longo prazo e tal e cousa e lousa e maripousa.
Vejamos, vejamos.
Parabéns Tite a vida é feita de desafios e não podemos ter medo de encarar os obstáculos.Fez muito pelo Timão e agora pode fazer pela seleção.
A CBF ainda não confirmou e espera-se que publique oficialmente ainda hoje.Méritos para Tite de encerrar um ciclo no Corinthians saindo de cabeça erquida e pela porta da frente.Torceremos por ele para que possamos recuperar nossa estima pela Seleção.Não vejo em Tite este turbilhão de habilidades e qualidades alardeadas pela imprensa,mas colocando-me em seu lugar,já era hora de mudar de ares.Tite é um trabalhador dedicado e gosta do que faz,e é muito desgastante e desmotivante montar um grupo com suor e lágrimas e que pronto é desmontado em nome de lucros,comissões,etc.etc..Abram os olhos senhores da diretoria e conselheiros.O elenco atual é o de menor nível técnico dos chamados grandes de SP e ainda possui medalhões que ganham muito sem jogar nada.Prioridade de investir na base e parar de contratar jogador como moeda de troca,e que não venham com mais do mesmo como Luxemburgo,OO,Talvez o nome do momento seja Abel Braga.Alguns do elenco necessitam um zapatazo en los cujones.