Um zero que veio a calhar

Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press
Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press

Até que no primeiro tempo, o Brasil foi bem, vai. Tocou a bola, empurrou o Equador pro seu próprio campo e criou duas boas chances para abrir o placar, com Jonas e P. Coutinho.

Mas, no segundo tempo, o time murchou, recuou e entregou a bola ao adversário, que, por sua vez não criou grandes chances, a não ser aquele gol bizarro que o bandeirinha e o juiz surrupiaram dos equatorianos. Foi assim, ó: Bolaños cruza bola que não havia saído totalmente pra fora e Alisson fez uma lambança histórica ao empurrar a bichinha pras suas próprias redes. Pra sua sorte e desespero dos equatorianos, o bandeirinha deu bola fora e o lance foi anulado pelo juiz.

Bem, o fato é que já lá pelos 15 minutos de bola rolando na etapa final impunham-se mudanças no nosso time.

Por exemplo: Elias, embora muito dedicado tanto na defesa quanto no ataque não conseguia reproduzir esse empenho com a devida técnica. Errava passes elementares e se embaralhava com a bola e o adversário em momentos críticos no ataque, sobretudo. Outro exemplo: Jonas, que não conseguia produzir aquele futebol agressivo que fez dele um dos artilheiros da Europa.

Era só Dunga olhar pro banco e recitar o salamê-minguê, o escolhido é… você! Seu dedo poderia, então, apontar pro Lucas Lima, pro Ganso, pro Gabigol, pro Lucas.

Bem, o escolhido foi Gabigol no lugar de Jonas, certo? Certo, embora Gabigol não conseguisse reproduzir suas boas atuações de hábito.

Mas, lá pelos 33, botou Lucas e sacou Willian, certo? Errado, pois Willian, ainda que atrelado à ponta-direita, era quem mais se movimentava no time.

E só quando faltavam cinco minutos para o apito final resolveu escalar Lucas Lima, um meia que foge ao lugar-comum com seus dribles e passes inesperados, no lugar de Elias.

Diante disso tudo, vamos acrescentar aos erros de avaliação do técnico a natural tensão da estreia de um time que, ao longo dos treinamentos, foi se desfalcando destes e daqueles e o bom nível técnico do Equador, equipe bem entrosada sem ser, contudo, nenhum bicho-papão, líder das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, vá lá: esse sonolento 0 a 0 até que veio a calhar.

4 comentários

  1. Vejam o comentário que fiz ontem aqui no Blog. Declarei que: se dinheiro tivesse, apostaria todas as fichas no Equador. E fui mais além, cantei a vitória dos equatorianos. Infelizmente, tive minhas previsões roubadas pelo juiz chileno que roubou um gol legítimo do Equador. Escrevi que um time cujo meio de campo tinha Elias, Willian e Casemiro não tinha a menor chance, era reconhecer antecipadamente a vitória do adversário.
    A Seleção infelizmente é dirigida não por um treinador de futebol, longe disso. A seleção é dirigida por um burocrata, por um censor que trabalha contra a criatividade punindo aqueles que o desobedecem. A seleção passou a ser como um campo de concentração ambulante cujas vítimas os jogadores se exibem em palcos suntuosos para encher os bolsos de poucos. Não há comentários honestos que se sustentem quando você tem um cara como Dunga no comando. É tapar o sol com a peneira Não há esperanças. Não adianta os comentaristas do dono do campo de concentração prometerem melhorar o show de horrores que a tendencia é só piorar. Como na politica a mídia faz a mesmíssima coisa no futebol É GOLPE. Fora Dunga!

  2. A seleção brasileira merece oque tem!!!!jogadores arrogantes que insistem em falar que jogaram muito bem e um treinador mal humorado que não aceita críticas e me parece perdido isso sem falar dos dirigentes da cbf!!!!tomara que a seleção seja eliminada precocemente pois reforçaria logo meu time no brasileiro!!!’

  3. Povo brasileiro, pode começar a se acostumar com a idéia de não ver o Brasil na próxima copa,meus caros ! Essa seleção ( que não é do povo, é da CBF,sim ! como muitos dizem ! ) é a pior de todos os tempos

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