Finalmente, Ganso no lugar de Kaká.

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

E vai e vem e vorta e cousa e lousa e maripousa, as coisas acabaram se encaixando no jogo de entra e sai da Seleção, mais por obra do destino do que por discernimento do técnico Dunga: Kaká, lesionado, acaba de ser substituído por Ganso.

Pra quem leu o post anterior não preciso explicar mais nada. Pra quem não leu, lá vai: com a dispensa de Douglas Costa, o nome certo para seu lugar, dentre os listados nos quarenta da Copa América, seria obviamente Lucas.

Por quê? Porque Lucas, a exemplo de Douglas Costa, é um ponta veloz, driblador e incisivo. Justamente o oposto de Kaká, um meia típico, já em pleno declínio de carreira e fora de forma física como foi fácil perceber quando de sua entrada no amistoso contra o Panamá, apesar de todo o seu esforço nos poucos minutos em que esteve em campo. Esforço que lhe custou a lesão muscular e o corte.

E, mais: se Dunga queria um meia, Ganso deveria ser o escolhido. Pior: com a saída de Rafinha, um meia armador, canhoto, como Ganso, logo em seguida, Dunga chamou Lucas, exatamente o anti-Rafinha. Trocou o arco pela flecha.

E, só depois de tantos equívocos, Lucas e Ganso se juntaram à Seleção, como deveria ter acontecido lá atrás: um na ponta, outro na meia, embora ambos dificilmente deixarão o banco de reservas se a cabeça de Dunga continuar dando essas vortas e tal e cousa e lousa e maripousa.

PS: Pra que  fique bem claro ao amigo mais desatento, não estou aqui fazendo cotejo técnico entre este ou aquele personagem do texto, quem é melhor ou pior. Apenas, estou me contendo no plano estrito dos estilos e funções naturais de cada um dos envolvidos nessa dança fora de compasso, sob a batuta de Dunga.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *