Domingo de Verdão e Timão

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Desculpe aí o atraso, meu. Culpa da passeata, minha passeata solitária pelos jardins de casa, de madrugada, em protesto a mim mesmo. Portando um cartaz que dizia – ABAIXO EU, fui da churrasqueira à beira do regato em flor que lambe o quintal de meu refúgio na caverna do Grão Ducado de Ibiúna,  duas vezes, o que bastou pra cair na grama em sono profundo, o sono dos injustos, aqueles que acham justo o ser humano repudiar seus instintos mais básicos – a cobiça, a ambição e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quando acordei, o Palmeiras já havia vencido o São Paulo, no Choque-Rei por 2 a 0, gols de Dudu e de Robinho (sempre ele!).

Então, fui forçado a ver o tape inteiro do jogo, penitência que aceito por minha incúria.

E não é que o São Paulo foi melhor a maior parte do tempo? Isto é: teve mais domínio da bola e dos espaços do que o Palmeiras, assim como criou três ou quatro boas chances de abrir o placar, sem falar naquele gol de Rodrigo Caio, de cabeça, anulado erradamente pelo bandeirinha. Assim com o outro bandeira errou ao anular o de Dudu, por cobertura, pouco mais tarde.

No entanto, embora controlasse o jogo com seu time misto, o Tricolor não conseguia penetrar na defesa adversária na mesma proporção. A não ser quando a bola caía na esquerda com Rogério.

Huumm…, pensei cá comigo, se está jogando bem, já vai dar lugar ao Centurión, logo, logo. Demorou um pouco, mas isso se deu, claro. E, depois de um chute logo de cara do gringo que Prass aparou, o Verdão partiu para o contragolpe e abriu a contagem com Dudu aproveitando cruzamento da direita.

E, já no finzinho da partida, novo contragolpe, e Robinho colocou no ângulo de Denis.

Bom, para o Tricolor cair na real, depois de tanto celebrar aquele empate com o River, e para o Periquito erguer a crista neste momento tão crítico de sua história.

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Mais não digo porque, terminado meu tape, já começava a passeata (ops!, o passeio) do Corinthians em Ribeirão Preto.

Com uma mescla de pretensos titulares e reservas – algo ainda um tanto difuso nessa fase de transição alvinegra -, o Timão botou a bola no chão, envolveu o frágil Botafogo e fez 3 a 0, assim, ó, como quem toma um copo d’água, com gols de Felipe, em sobra de escanteio, Danilo; desviando falta de cabeça; e de Maycon, o primeiro de sua vida no time titular, no rebote de saída falha de Neneca, que havia salvado a Pantera em várias outras oportunidades.

Talvez mais importante do que a vitória, para o Timão, tenha sido o desempenho solto e eficiente de Guilherme, figura importante para a retomada de nível do toque de bola do time, e de Willians, neste instante de queda de rendimento de Bruno Henrique. Isso, sem falar no reerguimento do moral, um tanto abatido pela derrota diante do Santos.

Além, claro de ir dando ritmo a Balbuena, recém-desembarcado em Itaquera, confiança ao menino Maycon, espaço para Edílson, que foi bem, y otras cositas mas.

 

 

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