
O São Paulo estreia na fase classificatória da Libertadores contra o Cesar Vallejo, em Trujillo, que, segundo os guias turísticos, é uma cidade de médio porte, ao nível do mar, à beira do Pacífico, ornada de monumentos à conquista espanhola.
Já sabemos assim algo sobre a morada do Sr. Cesar, muito prazer. Mas, o próprio, é uma verdadeira incógnita. Pelo menos, sobre o que pode ou não fazer diante de um clube de nomeada como o São Paulo, três vezes campeão do mundo e tal e cousa e lousa e maripousa.
Sucede que o nosso Tricolor também é uma incógnita, sob a nova direção de El Patón e ainda sem as recentes contratações – Lugano, Calleri e Kelvin. (Mena já jogou, jogou?).
Pelo que revelou no jogo deste fim de semana, na abertura do Paulistão, as dúvidas sobre seu real poderio só aumentaram, pois o São Paulo foi um time esgarçado, portanto, sem a tal compactação tão decantada pelo técnico, sem imaginação no meio de campo e agressividade no ataque, onde Centurión não alterou um passo de sua hesitante caminhada no ano passado: passa por um, perde em seguida e assim vai. E a defesa, foco de todas as atenções do novo treinador desde que desembarcou no CT da Barra Funda, falhou várias vezes diante de um adversário de categoria inferior.
E Rogério – o Neymar do Nordeste – segue no banco, de onde só sai para acender a equipe, em geral.
Breno é outra incógnita: depois de tanto tempo fora dos gramados, na volta, tem sido vítima de recorrentes lesões. Agora mesmo, viaja recuperando-se ainda da contusão que o fez sair de campo no sábado, já no primeiro tempo. No seu lugar, Lucão, bom zagueiro, mas que anda pagando o preço da zica, a velha zica, não a assombração da moda. Por isso, já caiu na boca da torcida, aquela que tem o hábito de expulsar do Morumbi craques como Denílson Show e Kaká e, mais recentemente, Maicon e Casemiro.
Dizem, no entanto, que El Patón é bom de treino e de papo motivador. Logo, é de se esperar que o Tricolor verta sangue em Trujillo e seja uma equipe mais compacta e segura do que foi sábado.
Tudo é possível, na vida como no futebol.
NA LINHA DO GOL
Guardiola foi anunciado como novo treinador do Manchester City. Pena que não tenha acertado com o outro Manchester, que sofre nas mãos de Van Gaal. Pena porque o City tem sido bem comandado pelo chileno Pellegrini, embora oscilante neste temporada, ainda. E porque a chegada de Guardiola ao City deve representar a imediata saída de Yayá Touré, o mais completo jogador de bola do planeta, com quem teve atritos no Barça. E, por fim, pena sobretudo porque sua ida para o United, por certo, provocaria uma disputa ainda mais acirrada no campeonato inglês.
Eduardo Baptista já está na marca do pênalti nas Laranjeiras, dizem os coleguinhas da Cidade Maravilhosa. Afinal, acaba de tomar uma biaba do inexpressivo Volta Redonda, pelo campeonato carioca. Aliás, esses estaduais só servem mesmo para derrubar técnicos, embora todos eles não passem de campo de provas para o Brasileirão e demais torneios realmente importantes.
Como está vulgar a “qualificação” craque, qualificar Maicon e principalmente Casemiro de craque é muita benevolência, não acha???
Odair. Digo-lhe com toda certeza que Alberto Helena não completou a frase, na realidade ele quis dizer o seguinte: ……..e que Maicon e Casemiro foram as poucas peças que realmente não deveriam ter continuado no time face a sua ruindade. (Helena quebrei seu galho).
Obrigado, meu. Vc sabe das coisas.
Bauza foi uma jogada de mkt muito mixuruca do SPFC. Iguais a Bauza e melhor do que ele tem de baciada no Brasil e o que é mais importante ganhando 50% menos. O senhor, a senhora sinceramente viram algo de diferente no São Paulo DB? A grande sacada dele foi trazer dois argentinos e ainda por cima trazer Centurion de volta. Bauza vai fazer do SPFC uma república argentina no Morumbi e só.