E recomeça a inhanha…

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Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Neste fim de semana já começam esses anacrônicos campeonatos estaduais, que nem resolvem os problemas dos pequenos, nem permitem aos grandes terem a folga necessária num calendário sufocante como o nosso para se preparar devidamente com vistas ao Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana.  Esqueci algum? Ah, sim ainda tem esse Torneio SMR, que seria muito bem-vindo se apenas substituísse os estaduais gaúcho, catarinense, paranaense, mineiro e carioca, em vez de inflar ainda mais o já insuportável calendário nacional.

Claro que há estados onde esse tipo de campeonato passa a ser indispensável, nas regiões Norte, Nordeste e Oeste, por exemplo, embora a Copa Nordeste, por exemplo, já se revela mais interessante do que propriamente os torneios estaduais da região.

Cada um, porém, sabe onde lhe aperta o calo. Mas, para os grandes centros, já deixaram de ser atraentes há muitas décadas.

Ainda mais como os disputados sob fórmulas esdrúxulas e cansativas como a do Paulistão, onde três dos quatro grandes estão mesmo de olho é na Libertadores.

 

4 comentários

  1. Alberto Helena Jr. bom dia!

    Respeito sua opnião a respeito dos estaduais, porém sou a favor dos mesmos.

    O celeiro de vários jogadores são os times do interior, inclusive o celeiro de grandes narradores e jornalistas esportivos também.

    O interior tem seu valor e agremiações tradicionais. O problema é que o que parece é que os veículos de transmissão esportiva querem dar valor apenas aos times da capital. Até o Santos que é internacionalmente conhecido e tem vários títulos importantes, sofre com essa centralização de atenção.

    Veja o que aconteceu com times de tradição que estão se acabando, tudo bem que seus gestores ou “safados” que estão e estiveram a frente são os maiores responsáveis pelas quedas de rendimento, porém graças a essa loucura da imprensa pelo IBOPE acaba esquecendo o valor destas. Lusa, Juventus, Guarani, Noroeste, XV’s, Bangu, América RJ, Vila Nova (esse parece que pelo menos no estado de Goiás tem espaço) Juventude, Paraná, Ferroviária, Londrina.

    Se formos apenas pensar em torcida, vamos esquecer da tradição e da história que tanto buscamos no dia a dia.

    E se for pensar que apenas esse ou aquele deve ter espaço acabou o sentido do esporte que é COMPETIÇÃO.

    E lembrando que a grande maioria dos profissionais do futebol, não vivem do sonho dos grandes clubes e sim da realidade dos pequenos e se a imprensa e federações resolverem esquecê-los….Provavelmente vão acabar de vez.

    Um grande abraço

  2. Sou obrigado a discordar da sua posição, Helena, apenas míopes para desprezar mercados como Rio Preto, Ribeirão, Sorocaba e outros tantos. Se o Paulista é fraco, a formula não lhe agrada a culpa é de quem dirigiu a FPF até o momento, que permitiu o crescimento exagerado do brasileiro e a consequente migração dos torcedores dos times locais para os times da capital. Veja na Inglaterra, Espanha e etc se os moradores das cidades com equipes menores são torcedores dos grandes ou dos times locais??? Se não houvesse tantos críticos, com criticas vazias, talvez os regionais fossem melhores.

  3. Acho que a QUESTÃO não é defender o fim dos estaduais em si, MAS liberar os grandes das fases iniciais desses torneios – como acontece em alguns campeonatos específicos da Europa. Aì é possível começar o Brasileiro mais cedo. Sobre as preferências da imprensa, também lamento mas temos de entender que é normal a TV aberta e os canais de TV paga mais conhecidos transmitirem jogos dos grandes, uma vez que esses canais se pautam nas leis de mercado conhecidas e oferecem aos clientes aquilo que, em maioria, eles querem ver. O que deveria acontecer, aí sim, seria uma facilitação do acesso das pessoas aos jogos, mas isso também passa pela renda do brasileiro e pela cultura do esporte. Na minha cidade, os pequenos lotam seus estádios, sempre. Se existem clubes com pequeno rendimento na Inglaterra e na Espanha (ligas bem mais ricas), também evidentemente existirão ainda mais no Brasil. E não é uma fórmula nova que vai salvar as rendas dos clubes. Isso não existe. É a própria prática do esporte em si.

  4. Caro Alberto:
    Também permito-me, respeitosamente, discordar de sua opinião sobre os “anacrônicos” estaduais.
    Concordo com tudo que escrevem os seus críticos, acima.
    E mais ainda: por que não reduzir o tamanho do Brasileirão? Há necessidade de 2 turnos, com 38 datas? Isso é bom na Europa, com países do tamanho de nossos estados: viagens curtas, de ônibus, sem hotéis.
    Por que não 2 grupos de 10 (2 turnos dentro de cada grupo, 18 rodadas) e um quadrangular decisivo ( 2 turnos, 6 datas)?
    Em 24 datas, há como disputar o Brasileirão de meados de julho a meados dezembro, com 5 jogos a cada 30 dias.
    E os estaduais se desenrolariam de fevereiro a maio, livrando o período do meio do ano (Copa do Mundo, América, Confederações, etc). Melhor ainda se fossem classificatórios para o Nacional!
    Haveria dois períodos de 45 dias de folga para os clubes: (1) de meados de dezembro ao final de janeiro; e (2) mês de junho mais a primeira quinzena de julho (única maneira de compatibilizar nosso calendário Jan-Dez com o da Europa.
    Reforço a opinião acima de que a imprensa paulistana (não toda, mas boa parte dela, claro!) é a grande responsável pela queda do Paulistão, o mais antigo campeonato do Brasil, hoje disputado para mais de 42 milhões de habitantes, só em SP. O Paulistão tem tudo para explodir pelo mundo afora, até pelo que a TV está pagando. (A Libertadores paga ao campeão – um único clube – cerca de R$ 13 mi; a FPF, via TV, paga R$ 17 mi aos 4 grandes, só pela participação, mais algum pelo título).
    Só não vê quem não quer.
    Abraço

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