Real: o fácil difícil

Foto: AFP
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O placar foi folgado: 3 a 1. Mas, o jogo rolou no fio da navalha para o Real Madrid diante da Real Sociedad, e só foi definido no finzinho, quando Vasquez aproveitou cruzamento exato de Bale.

Sim, porque o jogo se desenvolveu parelho durante o primeiro tempo, quando Cristiano perdeu um pênalti e marcou o outro, ambos mandrakes. Mas, no segundo, Bruma empatou, para Cristiano Ronaldo, de primeira, colhendo de canhota cruzamento da esquerda, colocar o Real em vantagem, golaço!

Curiosa a carreira de Cristiano Ronaldo, que avançou de um ponta-direita cheio de dribles e firulas para um artilheiro seco, direto, um dos maiores da história nesse quesito.

Mas, o fato é que o Real não jogou bem, o que se refletiu nas vaias do torcedor do Santiago Bernabéu, onde prevalece o dístico dos anos 50: “No hay que vencer, hay que desfrutar”. E o Real de Benitez não consegue provocar o desfrute de sua galera apesar desse ataque fulminante formado por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo, que ainda outro dia meteu dez gols no Rayo, apoiados por dois meias de alta qualidade – Modric e Kroos.

NA LINHA DO GOL

A France Football, tradicional publicação francesa, escalou sua seleção do ano na Europa:Buffon; Daniel Alves, Chiellini, Godin e Alaba; Kychowiak, Iniesta e De Bruyne; Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo. Discordo de apenas dois nomes: em vez de Chielline, Boateng ou Piqué, e, no lugar do volante do Sevilha, Yayá Touré, o mais completo meio-campista do planeta. De resto, é isso aí, desde que James Rodriguez e Cazorla sofreram com longas ausências por conta de contusões.

A perda de Marquinhos Gabriel, por falta de acerto do Santos com o clube que detém os direitos do jogador, é lamentável. Mas, não trágica, na medida em que o Peixe manteve na Vila Lucas Lima, além de Gabigol e Geuvânio, ambos reforçados pela chegada iminente de Paulinho, aquele veloz e hábil atacante que despontou no XV de Piracicaba e que está no Flamengo.

A propósito do Santos, vale  elogiar a parceria fechada com a Briosa para onde serão enviados os Meninos da Vila que precisam de um pouco de rodagem. Não importa se a Portuguesa Santista vá jogar a quarta divisão do Paulistão. É sempre uma experiência válida. Aliás, a Briosa, num passado distante, quando tinha até mais torcida do que o Santos, a exemplo do Jabaquara em seus tempos de Hespanha (as colônias lusa e espanhola em Santos eram poderosas), serviu de base para o Peixe. Só pra citar dois exemplos: Pepe e Pagão. 

Dá pra acreditar? O Maracanã, reconstruído outro dia a um preço exorbitante, como tudo em que a as empreiteiras metem mão à obra com o dinheiro público, entra em reforma, assim como o Engenhão, amaldiçoada herança do Pan recente. Resultado: os times cariocas não terão estádio para jogar em casa o Cariocão e o Brasileirão. É de sentar na sarjeta (no Rio, meio-fio) e chorar lágrimas de esguicho, como diria o imortal Nelson Rodrigues.

 

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