
A manifestação regida pelo bom Senso FC diante da sede da CBF, embasada no abaixo-assinado firmado por cidadãos de vários segmentos da sociedade brasileira, pedindo a renúncia de Del Nero, foi simpática, ordeira, procedente e oportuna. Mas, nem fez cosquinha nos atuais donos do poder, que enviaram à frente dos microfones seu secretário-geral, Walter Feldman, político do PSB (ah, que saudade do Partido Socialista Brasileiro de Aurélio Viana, João Mangabeira, Rogê Ferreira, Fúlvio Abramo…) para dar uma resposta.
O político, como tal, desfiou um nhenhenhém daqueles, contou historinhas pra boi dormir e, no fim da tarde, foi tomar chá com seus parceiros celebrando a cassação da liminar que impedia a eleição do vice substituto de Marin, preso nos Estados Unidos. Certamente, aquele mesmo Coronel Nunes, do Pará, escalado pela idade e subserviência a Del Nero para sucedê-lo, no caso de o presidente licenciado não escapar às grades da justiça.
Para os advogados do advogado Del Nero, porém, o escape será fácil. Afinal, segundo deixaram transparecer, os crimes pelos quais é acusado nos EUA, aqui, na Terra de Pindorama, nem crimes são. Não duvido nada disso. Afinal, esse emaranhado de leis brasileiras vem sendo tecido desde os tempos das Capitanias Hereditárias justamente para oferecer abrigo e fuga aos poderosos de plantão.
O fato é que segue o jogo sujo na cúpula do nosso futebol. Assim como deve seguir a pressão da sociedade brasileira para que esse cenário se transfigure um dia. De tanto martelar, quem sabe? Afinal, é assim que funciona a democracia, segundo Churchill, o pior sistema político, embora não se tenha inventado nenhum outro melhor.
NA LINHA DO GOL
E que golaço! exclamaria meu querido Osmar Santos diante desse petardo de trinta metros de Xabi Alonso que deu a apertada vitória por 1 a 0 sobre o modesto Darmstadt, pela Copa da Alemanha. A bola veio alta, rebatida da defesa em cobrança de corner, quicou à frente do volante espanhol que esperou a bichinha descer pra desferir um tiro certeiro no ângulo, de pé direito. Só deu Bayern, de cabo a rabo, mas que falta andam fazendo Robben e Douglas Costa, sem falar em Ribéry sempre machucado… Sem eles, os bávaros perdem a força pelos lados, apesar dos ingentes esforços do menino francês, Coman.
Água mole em pedra dura,tanto bate até que fura”,é o caminho resignado mas com ética e moral que boa parte do povo brasileiro reivindica para profunda alteração na estrutura organizacional do nosso futebol.Os políticos e dirigentes não conjugam e nem praticam ética e moral,e o pior é que as ultrapassadas leis brasileiras encobrem e perpetuam suas vigarices.Já faz um tempinho que isto ocorre.Como bem mencionado pelo Alberto,no mínimo desde 1532 quando da primeira Capitania Hereditária,ou talvez antes,quando Pero Vaz de Caminha acabando de chegar por aqui,pediu ao então rei de Portugal um “empreguinho” para seu genro.
Quase cinco séculos mais tarde,o genro de Havelage foi quem conseguiu um bom “empreguinho”.
A CBF hoje,na drogaria tesourada de Apollo Del Pieiro acostuma-se aos arrojo que seu corpo não acompanha ! Mouche foi um grande livro,Alex,um grande livro ! Você me tirou de sério !