
Na despedida de Luís Fabiano e Pato, a dupla de ataque do Tricolor, num Morumbi desdentado, a voz da arquibancada vinha da torcida uniformizada, a velha cantilena pedindo raça ao time.
Deveria, isso, sim, clamar por três passes certos, pelo menos. O que só ocorreu, ao longo desse horripilante jogo, logo aos 12 minutos de bola rolando, quando Pato serviu Luís Fabiano, que tabelou com Ganso, para finalizar: 1 a 0.
A partir daí, foi uma sucessão inacreditável, torturante, de passes errados e faltinhas sequenciais, de ambas as partes.
Nesse sombrio cenário, o Figueira foi lá e virou o jogo, com Clayton (se o Tricolor precisa substituir seus dois atacantes titulares, eis um nome), aos 28, e Carlos Alberto, aos 31 do segundo tempo.
Nas raras chances do São Paulo, Ganso meteu um tiro na trave, aos 38, e o jogo foi mesmo se definir só nos acréscimos, quando o Tricolor, no desespero, partiu pra cima do adversário, e acabou revirando o placar, com Kardec, de cabeça, em levantamento feito por Hudson (um horror ao longo de toda a partida) e com Tiago Mendes disparando de fora da área, logo depois de Denis salvar um gol do Figueira, e de Luís Fabiano, em passo exato de Ganso, chutar por cima.
Assim, o São Paulo segue na frente da disputa pelo quarto lugar do Brasileirão, aquele que pode ainda lhe dar o consolo de uma vaga na Libertadores no ano mais conturbado de sua história.
NA LINHA DO GOL
Não poderia ser mais desanimador ver esse São Paulo e Figueira logo após acompanhar deslumbrado o Barça de Messi, Suárez e Neymar golear a Real Sociedad por 4 a 0, dois de Neymar, um de Suárez e outro de Messi, o primeiro do genial argentino depois de sua volta aos campos. Foi uma celebração ao futebol, com todos aqueles passes exatos, as disparadas decoradas por dribles e fintas estonteantes de Neymar e a incrível capacidade de Messi em fazer a bola escapar entre as pernas adversárias em espaços ínfimos. Sem falar na movimentação constante de Suárez e seu gol de voleio. Os números alcançados pelo trio MSN neste ano é de espantar: mais de cento e vinte e quatro gols! É o bastante para colocá-lo entre os maiores ataques de um time de futebol da história.
O Bayern de Guardiola, mesmo sem Robben, Douglas Costa, Mário Götze e Alaba, sem falar em Ribéry, que ainda não conseguiu jogar neste ano, por lesão, meteu apenas 2 a 0 no Hertha Berlim e segue disparado na ponta do campeonato alemão. É outro que dá gosto de ver jogar. Aliás, se fosse presidente da Fifa proibiria que Barça e Bayern jogassem no mesmo horário. É um pecado.
O presidente da Odebrecht, em delação premiada, confessou que distribuiu propina a rodo nas obras dos estádios do Maracanã, Mané Garrincha e o de Manaus, estes últimos, dois elefantes brancos que jamais darão o devido retorno aos cofres públicos. Quem aí esperava menos do que isso quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa de 2014? Se até a Copa da Alemanha ficou tisnada por corrupção, com o até então insuspeito Kaiser Beckenbauer enfiado no rolo, que dizer, então, dos nossos safados tupiniquins? E olhe que a investigação sobre os desmandos na Copa está apenas começando…
“…e outro de Messi, o primeiro do genial argentino depois de sua volta aos campos…” Nao gostaria de faltar com o respeito que se deve ao tao grande jornalista Sr, Alberto Helena Jr., mas o Messi no jogo contra a Roma pela champions league marcou dois gols, talvez o comentario seria mais correto se acrescentasse “na sua volta ao campeonato espanhol”.
Meu caro Kalil. É isso aí: na sua volta à Liga Brava. D4sculpe o equívoco.
Sr. Alberto Helena Jr. nao precisa se desculpar… “so nao erra que nao tenta” (ja dizia um certo Henry Ford). De qualquer forma agradeço por considerar oportuno o meu comentario.
Comparar a Liga espanhola com outros campeonatos, só pode ser excentricidade. Onde 2 (apenas DOIS) times jogam, o resto é medíocre. Om toda nossa corrupção, só ver os últimos 10 campeões. Foi uma rotatividade, diferente de lá. Poderia fazer igual a NBA, tinha que draftar. .Esses times aqui no Brasil disputariam a 2°, divisão dos principais campeonatos estaduais
O momento de mudar a histotia do País , seja no esporte seja , nas Industrias, O Brasil no pode ser mas o Palco de tanta distribuiçao de verbas.!!
Uma tristeza , mas por onde começar, parece até , engraçado pelo texto, com tantas pessoas perdendo a consciência o que é dignidade e achando normal ganhar dinheiro cem o suotr do seu trabalho digno, a hora de aproveita a educaçao honesta e sincera é agora depois deste depoimento da odebrecht, mas um detalhe que é uma pena , se ele nao distribuir será que ele teria oBras.!!!
Educar todos com uma consciência do que é o dinheiro da Nação e o Beneficio que ele traz quando é usado com dignidade é um bom começo, ou Todos ficar parados batendo palmas para o erros e o frascasso Final !!
Caro senhor Alberto Helena Junior, me explique, por gentileza, porque a imprensa esportiva adora “bater” no São Paulo? enfatizam mais a situação da patética diretoria do que os resultados em campo( estamos em 4o no campeonato, oras)…logo o senhor que é um glorioso sãopaulino?Obrigado e bom domingo
NÃO COSTUMO FAZER COMENTÁRIOS. Ordinariamente, guardo-os para mim. Entretanto, tenho muita consideração por você ALBERTO HELENA JÚNIOR.
Acho um exagero classificar o time do São Paulo, como muito ruim. Qualquer pessoa que saiba observar o desempenho de um plantel, reconhece que, no do São Paulo, existem alguns bons jogadores ao lado de alguns medianos e de outros muito fracos, ou muito inexperientes. Entretanto, de qualquer maneira, o time está em 4º lugar na classificação do Campeonato, depois de suportar toda espécie de “burradas”e de desmandos dos dirigentes, a saber:-
Elenco “montado” e desmontado com o campeonato em andamento. troca de técnicos com linhas de trabalho bastante diversificados, culminando com atitudes tomadas com ausência total de bom senso. Assim, na reta de chegada o Osório que realizava um bom trabalho técnico, embora com metodologia renovadora, empregada em momento não muito oportuno, em circunstâncias não muito claras, abandonou seu posto.
O que seria de se esperar? Que continuasse o Milton Cruz, que teria oportunidade de dar continuidade ao que estava sendo feito, contudo, um Presidente despreparado e desequilibrado, contratou Doriva, um treinador desconhecedor do elenco e totalmente inexperiente (se o fosse não teria entrado em tamanha fria),
Deu no que deu. O Presidente renunciou, Doriva foi dispensado, com um mês de um tumultuado trabalho e o chamado foi o Milton Cruz, agora totalmente desprestigiado por haver sido preterido.
Se apesar de tudo isso, o Milton e seus atletas,. Estão na posição em que se encontram na tabela, fico imaginando que se os Dirigentes fossem competentes, o São Paulo estaria disputando o título do Brasileirão de 2015. Concluindo, mesmo com muitos jogadores fracos ou inexperientes, o feito desse plante,l, a meu ver, foi heroico..
SÉrgiO fOrLAr jUrAndir DiAs e giLbErTO sOrrisO EdsOn cEgOnhA gErsOn cANhOTA de OUrO e dOm pEdrO rOChA
TErTO TONiNhO gUErrEirO e pArAnÁ
DESCULPE a FALHA FORLAN