Revirada tricolor em jogo horrível

Luis Fabiano, jogador do Sao Paulo durante partida contra o Figueirense valida pela trigesima setima rodada do Campeonato Brasileiro 2015, em Sao Paulo-SP, 28/11/2015, Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Na despedida de Luís Fabiano e Pato, a dupla de ataque do Tricolor, num Morumbi desdentado, a voz da arquibancada vinha da torcida uniformizada, a velha cantilena pedindo raça ao time.

Deveria, isso, sim, clamar por três passes certos, pelo menos. O que só ocorreu, ao longo desse horripilante jogo, logo aos 12 minutos de bola rolando, quando Pato serviu Luís Fabiano, que tabelou com Ganso, para finalizar: 1 a 0.

A partir daí, foi uma sucessão inacreditável, torturante, de passes errados e faltinhas sequenciais, de ambas as partes.

Nesse sombrio cenário, o Figueira foi lá e virou o jogo, com Clayton (se o Tricolor precisa substituir seus dois atacantes titulares, eis um nome), aos 28, e Carlos Alberto, aos 31 do segundo tempo.

Nas raras chances do São Paulo, Ganso meteu um tiro na trave, aos 38, e o jogo foi mesmo se definir só nos acréscimos, quando o Tricolor, no desespero, partiu pra cima do adversário, e acabou revirando o placar, com Kardec, de cabeça, em levantamento feito por Hudson (um horror ao longo de toda a partida) e com Tiago Mendes disparando de fora da área, logo depois de Denis salvar um gol do Figueira, e de Luís Fabiano, em passo exato de Ganso, chutar por cima.

Assim, o São Paulo segue na frente da disputa pelo quarto lugar do Brasileirão, aquele que pode ainda lhe dar o consolo de uma vaga na Libertadores no ano mais conturbado de sua história.

NA LINHA DO GOL

Não poderia ser mais desanimador ver esse São Paulo e Figueira logo após acompanhar deslumbrado o Barça de Messi, Suárez e Neymar golear a Real Sociedad por 4 a 0, dois de Neymar, um de Suárez e outro de Messi, o primeiro do genial argentino depois de sua volta aos campos. Foi uma celebração ao futebol, com todos aqueles passes exatos, as disparadas decoradas por dribles e fintas estonteantes de Neymar e a incrível capacidade de Messi em fazer a bola escapar entre as pernas adversárias em espaços ínfimos. Sem falar na movimentação constante de Suárez e seu gol de voleio. Os números alcançados pelo trio MSN neste ano é de espantar: mais de cento e vinte e quatro gols! É o bastante para colocá-lo entre os maiores ataques de um time de futebol da história.

O Bayern de Guardiola, mesmo sem Robben, Douglas Costa, Mário Götze e Alaba, sem falar em Ribéry, que ainda não conseguiu jogar neste ano, por lesão, meteu apenas 2 a 0 no Hertha Berlim e segue disparado na ponta do campeonato alemão. É outro que dá gosto de ver jogar. Aliás, se fosse presidente da Fifa proibiria que Barça e Bayern jogassem no mesmo horário. É um pecado.

O presidente da Odebrecht, em delação premiada, confessou que distribuiu propina a rodo nas obras dos estádios do Maracanã, Mané Garrincha e o de Manaus, estes últimos, dois elefantes brancos que jamais darão o devido retorno aos cofres públicos. Quem aí esperava menos do que isso quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa de 2014? Se até a Copa da Alemanha ficou tisnada por corrupção, com o até então insuspeito Kaiser Beckenbauer enfiado no rolo, que dizer, então, dos nossos safados tupiniquins? E olhe que a investigação sobre os desmandos na Copa está apenas começando…

 

9 comentários

  1. “…e outro de Messi, o primeiro do genial argentino depois de sua volta aos campos…” Nao gostaria de faltar com o respeito que se deve ao tao grande jornalista Sr, Alberto Helena Jr., mas o Messi no jogo contra a Roma pela champions league marcou dois gols, talvez o comentario seria mais correto se acrescentasse “na sua volta ao campeonato espanhol”.

      1. Sr. Alberto Helena Jr. nao precisa se desculpar… “so nao erra que nao tenta” (ja dizia um certo Henry Ford). De qualquer forma agradeço por considerar oportuno o meu comentario.

  2. Comparar a Liga espanhola com outros campeonatos, só pode ser excentricidade. Onde 2 (apenas DOIS) times jogam, o resto é medíocre. Om toda nossa corrupção, só ver os últimos 10 campeões. Foi uma rotatividade, diferente de lá. Poderia fazer igual a NBA, tinha que draftar. .Esses times aqui no Brasil disputariam a 2°, divisão dos principais campeonatos estaduais

  3. O momento de mudar a histotia do País , seja no esporte seja , nas Industrias, O Brasil no pode ser mas o Palco de tanta distribuiçao de verbas.!!
    Uma tristeza , mas por onde começar, parece até , engraçado pelo texto, com tantas pessoas perdendo a consciência o que é dignidade e achando normal ganhar dinheiro cem o suotr do seu trabalho digno, a hora de aproveita a educaçao honesta e sincera é agora depois deste depoimento da odebrecht, mas um detalhe que é uma pena , se ele nao distribuir será que ele teria oBras.!!!
    Educar todos com uma consciência do que é o dinheiro da Nação e o Beneficio que ele traz quando é usado com dignidade é um bom começo, ou Todos ficar parados batendo palmas para o erros e o frascasso Final !!

  4. Caro senhor Alberto Helena Junior, me explique, por gentileza, porque a imprensa esportiva adora “bater” no São Paulo? enfatizam mais a situação da patética diretoria do que os resultados em campo( estamos em 4o no campeonato, oras)…logo o senhor que é um glorioso sãopaulino?Obrigado e bom domingo

  5. NÃO COSTUMO FAZER COMENTÁRIOS. Ordinariamente, guardo-os para mim. Entretanto, tenho muita consideração por você ALBERTO HELENA JÚNIOR.
    Acho um exagero classificar o time do São Paulo, como muito ruim. Qualquer pessoa que saiba observar o desempenho de um plantel, reconhece que, no do São Paulo, existem alguns bons jogadores ao lado de alguns medianos e de outros muito fracos, ou muito inexperientes. Entretanto, de qualquer maneira, o time está em 4º lugar na classificação do Campeonato, depois de suportar toda espécie de “burradas”e de desmandos dos dirigentes, a saber:-
    Elenco “montado” e desmontado com o campeonato em andamento. troca de técnicos com linhas de trabalho bastante diversificados, culminando com atitudes tomadas com ausência total de bom senso. Assim, na reta de chegada o Osório que realizava um bom trabalho técnico, embora com metodologia renovadora, empregada em momento não muito oportuno, em circunstâncias não muito claras, abandonou seu posto.
    O que seria de se esperar? Que continuasse o Milton Cruz, que teria oportunidade de dar continuidade ao que estava sendo feito, contudo, um Presidente despreparado e desequilibrado, contratou Doriva, um treinador desconhecedor do elenco e totalmente inexperiente (se o fosse não teria entrado em tamanha fria),
    Deu no que deu. O Presidente renunciou, Doriva foi dispensado, com um mês de um tumultuado trabalho e o chamado foi o Milton Cruz, agora totalmente desprestigiado por haver sido preterido.
    Se apesar de tudo isso, o Milton e seus atletas,. Estão na posição em que se encontram na tabela, fico imaginando que se os Dirigentes fossem competentes, o São Paulo estaria disputando o título do Brasileirão de 2015. Concluindo, mesmo com muitos jogadores fracos ou inexperientes, o feito desse plante,l, a meu ver, foi heroico..

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