Verdão: devagar também pressa

Marcelo Oliveira, técnico do Palmeiras, durante partida contra o Santos FC, válida pela trigésima terceira rodada do Campeonato Brasileiro 2015. Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Ouço e leio com frequência que Marcelo Oliveira não conseguiu dar padrão de jogo ao Palmeiras. É só chutão pra frente, enquanto o meio de campo fica ali espiando a bola zunir sobre sua cabeça.

Então, alguém aí pode me explicar como o Palmeiras passou a maior parte do campeonato ali entre os quatro primeiros colocados, com a maior artilharia da competição, o que fazia lotar o Allianz Parque, jogo após jogo, sem padrão de jogo?

Ô povinho de tão curta memória!

Já disse e repito: a perda de padrão de jogo ou fluência na passagem de bola da defesa ao ataque se deu a partir do desmembramento do seu meio-campo titular, com as baixas sucessivas de Gabriel, Arouca e Robinho, que só está voltando agora.

Apesar disso, aí está o Palmeiras brigando ainda por uma quarta ou quinta vaga no Brasileirão, que lhe daria um lugar na Libertadores, e até por um título na Copa do Brasil.

Pergunto: quantos dos, digamos, quinze grandes do Brasil se encontram em tão privilegiada situação nesta temporada?

E quantos treinadores brasileiros, na última década, conseguiram armar times tão fluentes como o Coritiba recordista mundial de invencibilidade, o Cruzeiro bicampeão brasileiro e o Palmeiras finalista da Copa do Brasil, em tão pouco tempo?

Deixem o homem trabalhar em paz, que o Palmeiras, fadado a acontecer de fato só no próximo ano, já fez mais do que era esperado para esta temporada, mesmo que não alcance a Libertadores ou levante a Copa do Brasil.

Devagar também é pressa, já dizia o velho malandro.

4 comentários

  1. Alberto Helena, em primeiro lugar, gostaria de dizer que o admiro muito. Apesar disso, não posso concordar com a colocação feita no post acima. É que o time do Palmeiras, de fato, é só chutão, começando este com o goleiro Fernando Prass, o qual não consegue sair jogando se não for no chutão. E isto, queira você ou não, é responsabilidade do treinador que não exige e não treina para que o time saia jogando. Sou santista e veja o Santos do Dorival Junior. O jogo começa lá atrás com o goleiro e o Renato que joga como se fosse um terceiro zagueiro. Por incrível que possa parecer, até mesmo o David Braz deixou de dar chutões – utiliza este recurso em última instância – e passou a tocar a bola para que ela chegue ao meio de campo e ao ataque com melhor qualidade. Este o meu pensamento. Grato.

    1. Meu caro Elcio.

      Compare o meio de campo do Santos com o do Palmeiras. O do Santos é uma combinação exata de talento e funcionamento. O do Palmeiras atual, ao contrário. E, não há, na reserva do Verdão, jogadores com a qualidade e o estilo para substituir os titulares. Esta é a questão. Para o goleiro sair jogando é preciso ter um Renato, um Tiago Maia se apresentando para dar início à jogada. No Palmeiras atual, não há um jogador dessa categoria à disposição de Prass.

  2. Concordo com vc o palmeiras está num processo de melhora,acredito que só terão um time mais entrosado e preparado o ano que vem ,e pra mim vai dar Santos campeão da copa do brasil ..

  3. Sobre o comentário do Elcio fico imaginando, o Prass toca a bola na esquerda para o Egidio, que toca no meio para o Amaral, esse retorna ao jackson, que toca para o Andrei, que recua ao Amaral……..Obvio que o Pras tem que dar chutões, se tivéssemos, o Arouca, o Gabriel, o Robinho, o CX, então podíamos sair jogando e fazer a bola chegar redonda ao meio/ataque. Elcio, o seu discurso é caixa de ressonância de jornalista com coloração partidária. Acorda. Analise e não seja um papagaio repetindo. Imagine o Corinthians sem os 4 do meio de campo, será que continuaria o mesmo??

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