Verdão ou Peixe? Não dá pra saber.

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Feito o sorteio, coube ao Palmeiras cumprir o segundo jogo das finais da Copa do Brasil em casa. Bom, ruim ou indiferente?

Neste caso específico, quando não mais vale o gol premiado fora de casa e sim o saldo final, a coisa toda vai depender de quantos gols o Santos conseguirá fazer na Vila, onde esse time tem sido imbatível. Dependendo disso, restará ao Palmeiras, no Parque, tirar a diferença. Entre outras coisas, porque nenhum dos dois é um prodígio defensivamente.

Além desse lugar-comum aí de cima, pouco há que se projetar para essa decisão. Afinal, ela se dará só nos dias 25 de novembro e 2 de dezembro, tempo suficiente para que ambos possam sofrer mudanças substanciais em suas equipes, o que determinaria a superioridade técnico-tático deste sobre aquele no momento de entrarem em campo. Se fosse logo ali, como estava previsto, ravaria Santos sem pestanejar. Mas, não é mais.

Por exemplo: imagine esse Palmeiras de tanta ligação direta, com um meio de campo formado por Arouca, Zé Roberto, Robinho e Cleiton Xavier em forma. É outro time. Na verdade, a antítese do que jogou ontem contra o Fluminense e se classificou nos pênaltis.

Ou, então, o Peixe sem Lucas Lima e Renato, pra ficarmos apenas com jogadores do mesmo setor. Os dois estão jogando o fino e determinam o ritmo alucinante do Peixe quando parte da defesa para o ataque arrasador.

Não, não estou subindo no muro pra evitar o desagrado a uma das duas torcidas, nada disso, que essas coisas não fazem parte do meu repertório.

É que futebol se assemelha às nuvens do político mineiro: você olha, e parecem formar a figura de um peixe; olha de novo, e vê ali um porco.

NA LINHA DO GOL

Esse tortuoso e recôndito caminho destinado a percorrer a tal gravação da conversa chave entre Ataíde e Aidar nos conduzem à forte desconfiança de que não chegaremos a lugar algum. Mesmo porque nada mudou no Morumbi, a não ser a volta da mesma turma que carregou no andor Juvenal Juvêncio, o responsável pelo fundo buraco cavado na história até então gloriosa e digna do Tricolor e pela eleição de Aidar, agora execrado. É tudo farinha do mesmo saco, aquela com que se prepara a massa da gigantesca pizza em elaboração.

Fala-se muito nos erros crassos cometidos pelo técnico Doriva na escalação do Tricolor que levou a mais uma lavada do Santos e caiu fora da Copa do Brasil. As críticas procedem plenamente. Mas, as soluções propostas pela maioria dos analistas passa por cima da questão central, como se a turma fosse adepta dessa ligação direta que tira de campo o essencial do jogo – isto é, o meio de campo. Não há time ofensivo sem um meio de campo onde a técnica e a capacidade de marcação se equivalham. Aliás, essa é a principal qualidade do Santos, que lá tem um menino forte na marcação, mas bom de bola, Tiago Maia, Renato, que assenta o jogo e se aproxima do ataque, e Lucas Lima, um organizador por estilo, vocação e refinada técnica. É isso que permite a Geuvânio ou Marquinhos Gabriel, Ricardo Oliveira e Gabigol assombrarem qualquer defesa. Não tenho dúvidas que se Doriva tivesse armado seu time com Rodrigo Caio no lugar de Lyanco e formado seu meio de campo com Wesley, Michel Bastos e Ganso, o comportamento de seu time teria sido mais ofensivo do que acabou sendo.

A cada dia mais admiro as participações de Alex, o ex-craque do Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba, na ESPN. Dos ex-jogadores travestidos de comentaristas esportivos, é aquele de reflexões mais refinadas e perceptivas. Vai na mosca, limpando no caminho os excessos e os clichês como nos seus tempos de jogador extraordinário.

Um comentário

  1. BOM DIA.

    ALBERTO.

    Uma coisa que o peixe tem que ficar de olho e nos bastidores.
    Os dois penaltes contra o fluminense no Rio e em SP foram questionaveis.
    Como o Palmeiras gastou muito e a muito tempo esta esquecido e perigoso
    a tal armacao.

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