Peixe escapou do pior

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Foto: divulgação/SFC

Sem vários titulares (apenas Ricardo Oliveira entrou pra lá da metade do segundo tempo), o Santos submeteu-se ao maior domínio de bola do Figueira, em Floripa, e saiu de campo levantando as mãos aos céus pelo empate por 0 a 0, que, se não lhe foi conveniente na briga pelo quarto lugar no Brasileirão, ao menos, deixou-o firme na briga.

Apesar dos alentados esforços de Lucas Lima, um armador de alta qualidade técnica mas que verte sangue em campo, o Peixe jamais se coordenou devidamente em campo. Nem mesmo Geuvânio, de volta desde o começo depois de longa ausência por lesão, contribuiu ao seu estilo para dar ao Peixe aquela verticalidade típica do time caiçara.

O Figueirense, de fato, foi melhor de cabo a rabo, com participação ativa de Carlos Alberto, sobretudo no primeiro tempo, e criou uma infinidade de chances, quase todas conjuradas pela atuação superior do goleiro Vanderlei.

Claro que isso tudo é fruto do olhar esticado do Peixe em direção ao jogo decisivo pelas semifinais da Copa do Brasil, neste meio de semana, mas é também consequência do fato de o Santos não conseguir, de hábito, reproduzir fora da Vila o mesmo jogo incontrolável de sempre.

Na Linha do Gol

Os amigos me cobram, com razão, uma linha defensiva para aquela escalação ideal, do meu ponto de vista, para a Seleção, perfilhada outro dia aqui. Pois, tiro as dúvidas. Viram o Bayern de Guardiola que nesta tarde de sábado meteu 4 a 0 no Colônia? Pois é: o catalão meteu ali uma linha de três zagueiros, quatro meio-campistas e três atacantes. Mas, atenção: os três defensores não se assemelham nem de longe ao trio de beques de ofício que nossos retranqueiros de plantão gostam de escalar. Nada disso. Eram dois laterais (Rafinha e Alaba) e um central, Boateng. No meio de campo nenhum volante típico: Lahm, Vidal, Muller e Robben, que logo foi pra ponta-direita, formando um típico 3-3-4. E foi aquele show. Então, na minha Seleção, lá vai o trio defensivo: Daniel Alves, Miranda e Marcelo ou Felipe Luís, um tanto mais defensivo.

Por falar em show, que beleza ver o Arsenal em campo, outro time que segue nessa linha : muito toque de bola envolvente e o tempo todo em cima do Everton. Mesmo sem Ramsey, machucado, Wenger manteve o mesmo conceito, com apenas um volante, o francês Coquelin, que sabe jogar, sim, senhor, e o placar final por 2 a 1 foi modestíssimo, diante das inúmeras chances criadas e perdidas, quando não defendidas pelo goleiro. Dessa forma,  o Arsenal é líder do campeonato, enquanto o Chelsea do pragmático Mourinho ocupa a décima segunda colocação, ao perder para o West Ham neste sábado.

 

 

 

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