
Foi o desempenho de um autêntico campeão. Não só pelo placar de 4 a 1. embora também. Pois não pense o amigo que a goleada imposta pelo Corinthians foi sobre uma galinha morta, nada disso. O Furacão foi digno adversário na Baixada, diante de sua torcida.
Em vários momentos, dominou o jogo e criou algumas chances perigosas, sobretudo com Valter, o Fino da Bola, além de boas intervenções de Cássio. Mas, o Timão foi sempre coeso, e soube balancear suas forças, entre defesa, armação e ataque.
Aliás, é curioso e altamente elogiável que, nesta reta final do campeonato, o Timão, em vez de se fechar para garantir a liderança, passou a jogar mais ofensivamente em relação ao que vinha fazendo na maior parte da disputa.
Mete os peitos e colhe os frutos. Desta vez, com dois gols de Renato Augusto, que divide com Lucas Lima a palma de melhor jogador do Brasileirão, e dois de Vagner Love, tão criticado pela sua própria torcida.
No caso de Love, venho repetindo aqui que era só uma questão de tempo para o atacante acertar o pé. E o tempo chegou, pois, se não me engano, já é o segundo maior artilheiro do campeonato.

Enquanto isso, o São Paulo pagava todas as suas penas recentes num Morumbi praticamente vazio diante do lanterna Vasco.
Fez seu gol com menos de um minuto de bola rolando, numa falha de Rodrigo que Luís Fabiano aproveitou. Mas, daí pra frente, submeteu-se à pressão do adversário que empatou antes mesmo do fim do primeiro tempo, num desses pênaltis que só juiz brasileiro marca: cruzamento na área, que resvala no cotovelo junto ao corpo de Matheus, no chão, e rebate nas costas do lateral. Pênalti e Mateus expulso, pelo segundo amarelo.
Resultado: Nenê empata para Rodrigo redimir-se de cabeça logo no início do segundo tempo, quando o domínio vascaíno, com um jogador a mais, era praticamente absoluto.
Só lá no finzinho da partida, em centro de Centurión, Rodrigo Caio empatou.
A honra de um São Paulo vestido de Roma foi salva. Pelo menos, em campo. Mas, a quarta vaga da Libertadores ficou ainda mais distante