
Quatro gols e uma assistência. Tá bom? Pois, esses foram os números frios da atuação espetacular de Neymar na vitória do Barça sobre o Rayo Vallecano, por 5 a 2 neste sábado. E olhe que Neymar poderia ter ampliado esses números para seis gols, se o juiz tivesse marcado mais dois pênaltis claros por ele sofrido.
Eu disse o Barça? Melhor seria dizer o anti-Barça, já que, pela primeira vez, em muitos anos, o Barça abriu mão do domínio da bola, sua marca registrada, a favor de um jogo lá e cá, bola passando por cima de seu meio de campo.
E isso se explica mais do que pelas ausências de Messi e de Iniesta. Aqui, acrescentem-se as saídas de Xavi, de Tiago Alcântara para o Bayern, onde está esmerilhando, e de seu irmão Rafinha, machucado, além da impossibilidade de substituí-los num nível próximo nesta temnporada, por decisão da Fifa. Com Rakitic e Serge Roberto fica mais difícil manter estilo Barça de jogar.
Ainda mais pelo simples fato de que o Rayo, desta vez. resolveu jogar um jogo de bola no chão, envolvente e agressivo, que fez do goleiro Bravo o segundo melhor jogador do seu time.
O primeiro, claro, foi Neymar, com seus quatro gols, sua assistência para Suárez marcar o quinto gol, sem falar nas tantas jogadas tiradas da cartola da imaginação, feitas em alta velocidade e com reflexos de cegar os beques e iluminar os espectadores. E olhe que Neymar, com esses quatro gols atingiu a ponta da tabela de artilharia do campeonato espanhol, aquele que tem, entre outros, Cristiano Ronaldo, o maior goleador da história do Real, com o gol que fez neste sábado, na vitória do Real sobre o Levante por 3 a 0.
Isso tudo, sob a enorme pressão exercida em cima de sua vida pessoal, relacionadas à sua polêmica contratação pelo Barça do Santos. E, tendo que suprir a ausência do maior craque da atualidade e um dos maiores da história do futebol – Messi.
Nessa arrancada, logo, logo, o brasileirinho alcança o genial argentino, enquanto por aqui ainda alguns basbaques sigam estigmatizando o menino como cai-cai e outras bobagens.
Serenidade de sempre. Helena em suas ponderações. Q há muito já via Neymar como crack..