Neymar, além de tudo.

Barcelona's Brazilian forward Neymar da Silva Santos Junior celebrates his goal during the Spanish league football match FC Barcelona vs Rayo Vallecano de Madrid at the Camp Nou stadium in Barcelona on October 17, 2015.   AFP PHOTO/ JOSEP LAGO
Foto: AFP PHOTO/ JOSEP LAGO

Quatro gols e uma assistência. Tá bom? Pois, esses foram os números frios da atuação espetacular de Neymar na vitória do Barça sobre o Rayo Vallecano, por 5 a 2 neste sábado. E olhe que Neymar poderia ter ampliado esses números para seis gols, se o juiz tivesse marcado mais dois pênaltis claros por ele sofrido.

Eu disse o Barça? Melhor seria dizer o anti-Barça, já que, pela primeira vez, em muitos anos, o Barça abriu mão do domínio da bola, sua marca registrada, a favor de um jogo lá e cá, bola passando por cima de seu meio de campo.

E isso se explica mais do que pelas ausências de Messi e de Iniesta. Aqui, acrescentem-se as saídas de Xavi, de Tiago Alcântara para o Bayern, onde está esmerilhando, e de seu irmão Rafinha, machucado, além da impossibilidade de substituí-los num nível próximo nesta temnporada, por decisão da Fifa. Com Rakitic e Serge Roberto fica mais difícil manter estilo Barça de jogar.

Ainda mais pelo simples fato de que o Rayo, desta vez. resolveu jogar um jogo de bola no chão, envolvente e agressivo, que fez do goleiro Bravo o segundo melhor jogador do seu time.

O primeiro, claro, foi Neymar, com seus quatro gols, sua assistência para Suárez marcar o quinto gol, sem falar nas tantas jogadas tiradas da cartola da imaginação, feitas em alta velocidade e com reflexos de cegar os beques e iluminar os espectadores. E olhe que Neymar, com esses quatro gols atingiu a ponta da tabela de artilharia do campeonato espanhol, aquele que tem, entre outros, Cristiano Ronaldo, o maior goleador da história do Real, com o gol que fez neste sábado, na vitória do Real sobre o Levante por 3 a 0.

Isso tudo, sob a enorme pressão exercida em cima de sua vida pessoal, relacionadas à sua polêmica contratação pelo Barça do Santos. E, tendo que suprir a ausência do maior craque da atualidade e um dos maiores da história do futebol – Messi.

Nessa arrancada, logo, logo, o brasileirinho alcança o genial argentino, enquanto por aqui ainda alguns basbaques sigam estigmatizando o menino como cai-cai e outras bobagens.

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