
Disse aqui, quando do entrevero entre Ataíde e Aidar, que o São Paulo ainda não havia chegado ao fundo do poço.
Pois o e-mail do vice-presidente exonerado ao atual presidente é simplesmente devastador. Uma peça que afunda o clube e seu principal dirigente às profundezas do inferno.
Se o que ali está exposto for a pura expressão da verdade – e não tenho por que duvidar, tampouco como comprovar -, só resta ao atual presidente renunciar e devolver aos cofres do São Paulo a grana que teria sido desviada. Ou, então, provar em juízo e junto ao Conselho Deliberativo do clube que é tudo mentira.
A renúncia, pelo que leio e ouço, entrou em pauta, inclusive a pedido de familiares de Aidar. Se isso se configurar realmente, não basta. Já passou da hora de o São Paulo, pelo que resta de credibilidade em seus conselheiros e dirigentes, providenciar uma devassa em regra nas contas do clube, desde a gestão Juvenal Juvêncio até a de seu sucessor, pelo menos.
Mesmo porque é inconcebível que uma entidade como o São Paulo, gerida por décadas com equilíbrio, tenha chegado nos últimos anos à situação financeira caótica em que se encontra, como uma dívida monstruosa e inexplicável. Ainda mais inexplicável porque o Morumbi não recebeu os investimentos que o transformariam num estádio moderno, como o prometido, tampouco montaram-se timaços que levantassem taças e encantassem os seus torcedores e a mídia.
Ao contrário: foram arrotos de grandeza em meio a uma sucessão de trapalhadas em contratações e dispensas de técnicos e bateladas de jogadores, desde os tempos de Juvenal Juvêncio.
Aliás, é sempre bom lembrar que o ex-presidente Pimenta, hoje resgatado, justamente o que deu os maiores títulos ao clube, recentemente, foi expulso e seu retrato retirado da galeria dos honoráveis do São Paulo porque teria recebido porcentagens do empresário Todé na venda de jogadores à época.
E olhe que o Pimenta era um modelo de comportamento, sóbrio, inteligente, cordato, esses atributos jamais demonstrados pela dupla que sucedeu exemplar e saudoso Marcelo Portugal Gouveia.
Devassa, já! Quem não deve não teme.
Concordo! Renúncia pura e simples, pode ser favorecer o infrator!
O COMENTARIO ESTA PERFEITO. CONSELHEIROS, ACORDEM, E; A OPORTUNIDADE DE LEVAR A PRESIDENCIA O MARCO AURELIO. !!!!
É, o cara que jogou os votos dos que confiavam nele pelo ralo e foi defender a corja da CBF.
Tá certo!
Exatamente. Renúncia não basta, é hora de promover uma grande limpeza no clube. Fazer uma auditoria desde a administração do Juvenal Juvéncio, por que ali também deve ter podre. Onde foram parar os R$ 100.000.000,00 da venda do Lucas, e mesmo que se explique isso, como explicar o mal uso dos recursos do São Paulo. Estes senhores tem que serem acionados judicialmente a devolverem o que foi desviado ou mal usado.