Tricolor no fundo do poço

(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Se o amigo pensa que a atual diretoria do São Paulo chegou ao fundo do poço que começ0u a ser cavado pela gestão anterior, está muito enganado. Pelo andar da carruagem, outras tantas lambanças como a desta segunda-feira ainda virão.

E o que realmente aconteceu na manhã de segunda-feira, num hotel da cidade onde parte da diretoria tricolor se reuniu? Ninguém sabe ao certo, a não ser, claro, os participantes do entrevero, que, por sua vez, dão as versões que mais lhes interessam.

O fato é que Aidar e Ataíde se estranharam, o que resultou na exoneração do vice-presidente de futebol, com  o subsequente pedido de demissão do diretor da área. Dizem mesmo que Ataíde não só desferiu um soco em Aidar como ainda tentou esganá-lo, mas foi contido pelos circunstantes.

O bicho, apesar de veterano, é forte, foi lutador de boxe, segundo se inf0rma, e tem pavio curto, o que torna viável essa reação.

E qual foi a razão? Também não se sabe ao certo. Mas, suponho, deve ter sido algo grave dito no meio da discussão entre ambos.

Especulações à parte, o fato é que o São Paulo, na reta final do Brasileirão, onde briga por uma vaga no G4, e da Copa do Brasil, outra vereda para a Libertadores, obsessão crônica do Tricolor -, o clube ficou sem comando no seu Departamento de Futebol e sem técnico também, pois Don Osorio resolveu dar um ponto final nesse mimimi todo, sai-não-sai. Saiu.

Nesta alturas é até capaz de Aidar já ter substituído os cartolas da área. Mas, e o técnico?

Dizem que o coração tricolor balança entre Diego Aguirre, defenestrado outro dia do Inter, Doriva, que já foi jogador do clube e dirige a Ponte, Milton Mendes, aquele técnico de gravata e paletó que ostenta diploma da Uefa e que acaba de ser demitido do Furacão, e o português Pesseiro, que parece ter encantado o presidente do São Paulo numa conversa que antecedeu à contratação de Don Osorio.

Ou, ainda, a volta do eterno interino Milton Cruz até o final do ano, quando, então, seria tentada a contratação de Cuca, ora na China.

Bem, de todas as alternativas colocadas na mídia, esta última me parece a mais sensata, embora sensatez seja artigo de luxo nesse atual São Paulo.

A íntima colaboração de Milton com Don Osorio, por certo, facilitaria a continuação dos métodos adotados pelo colombiano, tão elogiados pelos jogadores – ou, parte deles, aqueles que foram devidamente absorvidos pela auxiliar. Assim, não haveria quebra de continuidade.

E, se Cuca vier, de certa forma, o conceito de um time ofensivo, cerne do pensamento de Don Osorio, será mantido, ainda que haja mudanças no sistema de treinamento da equipe.

Mas, enfim, só nos resta esperar pelo que vier. E que não seja ainda pior do que está sendo.

 

14 comentários

  1. Alberto so existe uma forma do Aidar consertar um pouco essa bagunça convidar o Marco Aurelio Cunha a ser o homen forte do futebol do spfc. O Marco e esperiente e inteligente suficiente pra contornar esses tantos problemas existente.

  2. O atual vereador Marco Aurélio Cunha e antigo dirigente do SPFC,trabalhou e colheu resultados brilhantes em antigas diretorias do “Mais Querido”.O seu lado irônico com referência aos demais clubes,sobretudo ao Corinthians,algumas vezes feriram suscetibilidades,mas longe de serem arrogantes e ofensivas.Com seu conhecimento do mundo do futebol e dos meandros internos do tricolor do Morumbi,foi um dirigente de destaque e diferenciado em sua época.Vale a pena reproduzir um trecho de sua entrevista há pouco mais de dois anos a um repórter,que sintetiza bem o momento atual vivido pelo clube ,:- ”
    “Eu acho que o São Paulo está muito distante de seus companheiros. O São Paulo não pode viver sozinho, o São Paulo se isolou nas questões políticas, criou muitas inimizades, se assoberbou por um momento bonito de vitórias, mas a vida é um ciclo. Você ora está muito bem, ora você cai um pouquinho, essa que é a beleza do futebol. Então ninguém é muito mais que os outros. A gente tem que lutar para estar no alto, mas evidentemente a gente vai perder, como todos perdem. O São Paulo talvez tenha se afastado um pouco do chão, acreditando que nunca viriam dias ruins, e isso fez muito mal, essa sensação de soberba fez muito mal para o São Paulo, antipatizou o clube e o São Paulo brigou com todo mundo.”

  3. Marco Aurélio como diretor, sempre foi e será muito respeitado. Como torcedor sempre foi muito brincalhão, como todos deveriam ser. Conhece futebol, é inteligente.

  4. concordo com a entrevista do marco aurelio. sabias palavras. mais faltou uma verdade ali: ele, marco aurelio cunha, foi o maior responsável pela sensação de soberba e arrogância do são paulo. exatamente da boca dele em suas entrevistas, todos ouviam coisas tipo “o são paulo é maior, é isso é aquilo” olha os frutos agora…….tao superior né? sqn. ta muito atras dos demais. estadio velho, politica podre, time ruim. e o pior: ninguem gosta. pegou antipatia geral. parabens aos soberbos.

  5. Concordo com Osório,que o São Paulo(diretoria) não foi profissional ao vender vários jogadores do elenco,mas Osório também não foi profissional ao abandonar um trabalho as vésperas de uma semi final de um torneio importante!

  6. São Paulo! Ainda que sendo corinthiano, sempre tive simpatia por esse clube, alias por todos paulista, na minha casa eramos em dez irmãos e tínhamos torcedores para todo o trio de ferro e nunca discutimos por causa de futebol. Na verdade eu criança no final de década de 50 encantado por Santos e Botafogo do Rio torcia pelos dois, mas no final de 1964 minha família mudou-se para São Vicente e eu vendo a soberba da torcida santista, afinal era a época de Pelé e cia e a torcida tinha razão de sua soberba, mas a mim incomodou, nunca gostei disso, por volta de 1965 passei a torcer pelo Corinthians por ser naquele momento o oposto do Santos, e nunca mais mudei. Interessante que só anos mais tarde descobri que meu pai era corinthiano e eramos a maioria na família.
    São paulinos sempre chamaram, não todos é claro, corinthianos de favelados, esqueceram, ou se fazem de esquecido que uma das torcidas uniformizadas mais conhecida do SPFC e lá da favela do Real Parque. Sempre tiveram esta soberba de se acharem uma torcida e clube de rico. Tudo bem, bem vindo à favela, de mala e cuia. Agora vão ter que aturar os novos ricos, o problema vai ser que novos ricos tem uma mania de ostentação. E isso incomoda pra caramba!!!

Deixe um comentário para SERGIO Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *