Um choque-rei esse final!

Fernando Dantas/Gazeta Press
(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O primeiro tempo foi todinho do São Paulo, que se debruçou sobre o campo verde e disparou mais de oito tiros a gol em menos de meia hora, contra apenas uma do Palmeiras. Só que essa solitária investida chocou-se com a trave, em cabeceio de Robinho. E, a chance mais clara de gol foi abortada pelo juiz que preferiu marcar falta lá atrás em Gabriel de Jesus quando Rafael Marques surgia sozinho na cara de Rogério Ceni, na sequencia da jogada.

Mas, o fato é que o Tricolor, com um meio de campo mais ágil e fluente do que o do Palmeiras, que se ressentiu demais das ausências de Zé Roberto e Arouca, dominou as ações de meio de campo, com destaque para Tiago Mendes. E aqui, entrou o dedo do destino, pois Breno, escalado para essa posição, sentiu uma lesão e acabou sendo substituído assim: Tiago Mendes foi recuado para a posição que ele ocuparia e Carlinhos juntou-se a Ganso na armação, deixando a lateral-esquerda para o menino Mateus Reis.

Assim, o Tricolor ganhou velocidade e mais precisão no passe nesse setor tão vital, o que permitiu a Rogério, Pato e Michel Bastos investirem mais vezes à área inimiga com perigo crescente.

O Palmeiras, ao contrário, padecia de criação com a dupla Tiago Santos e Girotto na condição de dois volantes típicos, com Robinho perdido entre as duas intermediárias, o que acabou isolando o ataque formado por Rafael Marques, Barrios e o menino Gabriel.

No intervalo, Marcelo Oliveira, foi na mosca, sacando Girotto, mal na partida. No seu lugar, o lateral João Pedro, passando Lucas a atuar como meio-campista.

E bem que o Palmeiras melhorou por aquele setor, mas logo o Tricolor retomou o espírito do jogo e, aos 14 minutos, na recarga de uma chance desperdiçada por Gabriel de Jesus e Robinho, Ganso rola para Carlinhos, que domina na esquerda, varia para o meio e, de direita, fuzila: 1 a 0.

Ponto final? Uma vírgula! Porque apesar de todas as boas situações criadas pelo São Paulo, no finzinho da partida, Rogério Ceni devolve a bola nos pés de Robinho, que empata e assegura seu lugar na Libertadores.

Enquanto isso, o Timão, em Floripa disparava no placar e na ponta do campeonato: 3 a 1 no Figueira, sem grandes sustos. E o Galo cacarejava diante do Joinville, quem diria!

Y nada más, como anunciava o velho tango (ou seria o bolero?).

Um comentário

  1. É um bolero, mas como não é isto que está em jogo, vou te perguntar: Depois desta cacarejada do Galinho lá em Joinville o presidente do Atlético ainda vai continuar a colocar a culpa na arbitragem pela posição do Corinthians? E os Colorados, vão botar no dvd a lapada que levaram do Santos? Eles tem razão em parte, a culpa é do Corinthians que está jogando por musica, samba, bolero, tango e até funk, que na minha opinão não é nem musica. E vai pegar um pedreira no próximo domingo, a Ponte Preta, que sempre teve minha simpatia mesmo que as vezes dá uma atrapalhada no caminho do Timão.
    Gosto muito dos seus comentários , e te acompanho dês do inicio lá no Jornal da Tarde.

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