E não é que o São Paulo acabou dormindo mesmo no quarto da Libertadores, apesar da deplorável exibição no empate com a Chapecoense?
Graças ao Flamengo, que vinha subindo feito foguete mas implodiu diante do Coritiba, num Mané Garrincha lotado por quase 70 mil rubro-negros, recorde de público no Brasileirão.
E tudo se resumiu a duas pontadas do Coxa, logo no começo da partida. Na primeira, Pará cometeu toque na área, pênalti que Kleber, o Gladiador, converteu. Na segunda, Henrique se aproveitou de bobeira da zaga flamenguista e marcou o segundo. E, só não fez o terceiro, em seguida, porque vacilou diante do goleiro, permitindo que o zagueiro barrasse seu disparo.
Depois disso, foi o Mengo pressionando, mas um tant0 disperso, e, por fim, afobado, diante de uma retranca feroz do Coxa, que, com esses 2 a 0, escapou da zona do perigo.
Já o Fla perdeu a quarta posição para o Tricolor paulista, mas está nas franjas do G4. Na verdade, pagou o preço cobrado pela longa invencibilidade. Neste Brasileirão, como na Cabala, o número 7 é mágico. Até seis vitórias consecutivas, vá lá. Na sétima, vem a cobrança do destino.
A verdade é que ninguém quer este desonroso 4º lugar. O São Paulo não queria, por isso empatou com a Chapecoense. O Flamengo foi mais longe e perdeu para o Coritiba e com toda pompa disse aos paulistas: toma que o lugar é seu. Resta esperar a próxima rodada e ver como Palmeiras, Santos, Inter e Atl. Paranaense se livram deste indesejável 4º lugar.