Barça e os Diabos Vermelhos

Entre tantas atrações, o futebol europeu nos ofereceu dois clássicos emocionantes: na Inglaterra, Manchester United 3, Liverpool 1, e, na Espanha, Atlético de Madri 1, Barça 2.

Isso, sem falar no massacre do Real sobre o Espanyol, por 6 a 0, com cinco gols e uma assistência para Benzema de Cristiano Ronaldo, que, assim, passou Raul Madrid na lista dos maiores artilheiros do time merengue em todos os tempos.

Mas, voltando aos clássicos, os Diabos Vermelhos, mesmo sem Rooney, que se lesionou pouco antes da partida, e com Fellaini em seu lugar, foi sempre melhor do que o Liverpool, que, por sua parte, jogou desfalcado do menino P. Coutinho, seu melhor jogador desde a última temporada.

Jogando com apenas Carrick como volante de fato, o Manchester envolveu seu adversário, através das trocas de bola de Schweinsteiger e Mata, mas só ganhou profundidade mesmo depois da entrada de Young pela esquerda.

Abriu o placar em cobrança de escanteio ensaiada de Mata para Blind à entrada da área acertar uma bomba indefensável. E Ander Herrera ampliou de pênalti  (mais um desses tantos meias espanhóis de qualidade que abundam no futebol inglês, na esteira de Mata, David Silva, Arteta, Cazorla etc.)

Mas, os dois gols que marcariam o jogo com o timbre da excelência vieram em seguida, de lado a lado. Benteke, num voleio inacreditável, em que a bola bateu nas redes e voltou à pequena área, reduziu para o Liverpool, e o francês Martial – mais um crioulo que tira o sono da família Le Penn -, estreante, pôs um ponto final no placar, cheio de arabescos e imaginação.

Neymar fez o primeiro gol do Barça (Foto: Gerard Julien/AFP)
Neymar fez o primeiro gol do Barça (Foto: Gerard Julien/AFP)

Já em Madri, quem deu as cartas como sempre foi o Barça. Coisa de 70 por cento de posse de bola, que alguns dos nossos jovens comentaristas, desdenham. Isso, mesmo com Messi no banco e Rafinha em campo no seu lugar.

O gol demorou a sair, claro. Com aquela retranca colchonera feroz, que tantos suspiros arranca de alguns por aí, era mesmo um jogo de paciência, que parecia se esgotar quando Fernando Torres, num rápido e eficiente contragolpe, abriu a contagem

Mas, o Barça, se ainda não tinha Messi, tinha Neymar, caçado por todos os cantos da partida como fera marcada. E, no ato seguinte, Neymar meteu aquela falta no ângulo, empatando o jogo e dando sinal para a entrada de Messi. E Messi, sacumé, não deixa barato. Foi lá, em troca de passes vertiginosa do ataque barcelonês, desempatou o jogo e por um triz seu time não ampliou a diferença.

Dessa forma, vai se desenhando o óbvio na Espanha: Barça e Real, brigando pelo título mais uma vez, embora estejamos apenas no início da temporada.

Já, na Inglaterra, com a biaba que o Chelsea tomou do Everton – 3 a 1 -, o time de Mourinho raspa a zona do rebaixamento, creia, pertinho do Tottenham, enquanto o City manteve a liderança, ao passar apertado pelo Crystal  Palace, a surpresa do campeonato. Na sua cola, o United e o Arsenal, que passou pelo Stok por apenas 2 a 0, mas disparando quase trinta bolas no gol adversário. É outro que dá gosto de ver tocar a bola.

 

Um comentário

  1. O Atlético com Simione como técnico,vem raspando os calcanhares de Barça e Real,mas com um futebol de resultados e horrível de se ver.Com esta filosofía de jogo chegou às finais de uma Champions,o que gera argumentos de sobra para muitos que admiram este estilo de jogo.É certo que o elenco possui bons jogadores,mas assistir jogos deste time “es muy aborrido”.
    No meu ponto de vista o Simione como técnico é o Tite da Espanha.
    Vale a pena ouvir no link abaixo,a narração dos gols deste jogo na voz de um locutor turco ou arábe,sei lá!

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