Tava aqui, nesta tarde chuvosa e gris como no tango argentino, assistindo à nossa Seleção Olímpica contra o Sub-21 da França, o que mais acinzentou minha alma já tão desesperançada quanto ao futuro de nosso futebol.
Até que no primeiro tempo o Brasilzinho tocou a bola convencionalmente, embora empatasse por 1 a 1, com gol contra dos franceses.
Mas, no segundo, que indigência! E, num escorregão de Rodrigo Caio na área, em cobrança de falta da esquerda, os franceses definiram a vitória por 2 a 1, com Haller.
Claro, nessas alturas, o nosso time estava muito modificado, o que justificaria certo desentrosamento. Isso, se não levarmos em conta o estilo de jogo adotado pelo brasileiro nos últimos anos, com ou sem entrosamento. É ligação direta o tempo todo, sem um pingo de imaginação, sempre recuado à espera de um contragolpe providencial e tal e cousa e lousa e maripousa.
Gris, como a tarde do tango argentino perdido nas brumas do tempo.