Brasil medíocre

hulk_gol_home
DON EMMERT / AFP

Bem que o Brasil começou com tudo, marcando a Costa Rica no campo adversário, quando emendou três boas chances: uma cobrança de falta com Hulk, que o goleiro espalmou pra escanteio, um cruzamento de Marcelo, que David Luís colheu sozinho na cara do gol, mas o goleiro se recuperou a tempo, e, finalmente, o gol de Hulk – um contragolpe rápido em que o atacante brasileiro tromba com o zagueiro, escorrega e se reapruma para o disparo final: 1 a 0, aos 10 minutos de jogo.

Aí, caímos na vala comum da tática segura-técnico-brasileiro-no-emprego: arrecua os arfo que o jogo é de campeonato.

O jogo não era de campeonato, coisa alguma. Era um amistoso preparatório para as Eliminatórias da Copa do Mundo, contra um time que, embora tenha evoluído muito nos últimos anos e cumprido satisfatória campanha no Mundial do Brasil, não é nenhum monstro assustador.

Sem Neymar, devidamente poupado, por estar suspenso para os dois primeiros jogos das Eliminatórias, as atenções todas se voltavam para dois jogadores, especificamente: Douglas Costa, que está esmerilhando no Bayern de Guardiola, e Lucas Lima, um emérito armador, estreando com a camisa amarelinha.

Mas, Douglas Costa, depois do recuo brasileiro, pouco foi acionado, e Lucas Lima, o armador, ficou só apreciando a bola zunir sobre sua cabeça, nas tantas ligações diretas tentadas pela defesa brasileira.

Os costarriquenhos, então, passaram a controlar o jogo, sob o comando de Brayan Ruiz, que chegou a sofrer pênalti não marcado pelo juiz canadense (sanduíche na área, com David Luiz entrando em seu corpo), e só não empatou porque lhe falta mais precisão no ataque.

No segundo tempo, idem com batatas, com gol legítimo anulado de Ruiz,  embora Douglas Costa tenha criado e desperdiçado boa chance, chutando por cima.

Aí, Dunga começa a mudar o time. Entram Kaká e P. Coutinho nos lugares de Hulk e Lucas Lima. Quer dizer: dois meias ofensivos no lugar de um atacante e um meia armador. Mais tarde, Fernandinho por Elias, seis por meia dúzia. E nada acontece, até que, finalmente, lá pelos 35 minutos do segundo período, Dunga faz a modificação que realmente alteram o cenário, depois de Douglas Costa ter feito gol legítimo anulado pelo bandeira: o meia Rafinha no lugar do volante de contenção Luiz Gustavo, além das entradas de Neymar e de Lucas nas vagas de Douglas e de Willian.

A partir daí, o Brasil toma conta do jogo e passa a pressionar a Costa Rica, em vão, até o final.

Será que é tão difícil perceber onde está o X da questão?

Meu querido Roger Nem Tudo São Flores, O Galã, cantou a bola o tempo todo na transmissão do Sportv. Só o Dunga não ouve. Pelo amor de Deus! Troque um volante por um meia, avance sua linha de defesa e recupere a alma brasileira do futebol de uma vez por todas. Ou, então, fique aí, mediocremente, defendendo o resultado.

6 comentários

  1. Vou ser realista se eu soubesse que Neymar iria entrar só no final do jogo eu nem tinha assistido essa seleção horrorosa muito fraca Douglas Costa só por que jogou duas partidas bem na Alemanha tá achando que é um crack lamentável ,Lucas Lima ate que jogou bem mais nada de arrancar suspiros em ninguém ,Kaka ate que entrou bem , mais para mim oque ficou claro é que o Brasil vai sofrer muito nas eliminatórias .

  2. Nao entendo muito de futebol, apenas acompanho assiduamente por 50 anos. E ainda vejo que um time como o da Argentina o tecnico decidiu independente de ter jogadores em campo que ocupam a mesma posicao em seus clubes europeus, sao escalados juntos. Em 70 sabemos que Tostao nao era centro-avante e nem Rivelino era ponta esquerda. Coloque os craques juntos e eles se viram. Quem precisa de tecnico que nao tem plano tactico. Para quem nao tem Guardiola melhor solucao e colocar os craques juntos, mesmo de mesmas posicoes. Neymar, Oscar, P. Coutinho, Douglas Costa e William tem que estar juntos. Insistem com eles que o conjunto aparece.

  3. Depois dos 7 x 1, parece que o futebol brasileiro perdeu o rumo. Antes que dava as cartas era o Brasil, hoje o que vemos é um time medíocre, medroso, que faz um gol e se joga na defesa. Que saudade daquelas seleções que jogavam para frente. Acho que, pela primeira vez, correremos sérios riscos de não participarão de uma copa do mundo.

  4. Cleber, isso acontecia já muito antes dos 7×1. Os 7×1 só provaram que os times já encaram de igual pra igual, tentando ganhar, sem achar que do outro lado existe um time realmente perigoso, etc. Eles “pararam de respeitar” e aí viram que o dragão não era de nada. Com a confiança abalada, os treinadores daqui já parecem se acostumar com a mentalidade de treinador de time pequeno quando estão à frente do time nacional: se seguram para não tomar de 3 ou mais, e jogam por uma bola. Qualquer cara que sabe fazer um lançamento e acertar alguns passes seguidos virou esperança de craque para a imprensa local. Há uma badalação em cima desse Lucas Lima, mas devemos pensar o seguinte: jogar bem no Brasil já não significa nada em nível mundial. A maior prova é Ricardo Oliveira como artilheiro (após estar esquecido na Espanha). Deitar e rolar sobre beques ruins daqui não prova que o cara seja solução para competições em que só os melhores jogarão. A Copa deixou isso claro quando os beques do time campeão da copinha das confederações ficavam olhando a bola ser passada dentro da pequena área pelo time mais preciso e organizado taticamente (fora os sufocos nos jogos contra times contra os quais antes jogava fácil). Para que esse time jogue com autoestima realmente é necessário alguém que ouse, não alguém que queira apenas jogar para não ser goleado. Dunga é um técnico que até pode montar times competitivos DESDE QUE tenha time com nível parelho aos melhores. Ele não tem. Se a coisa está ruim, a ousadia seria uma ideia razoável para saber o que essa geração pode fazer. Não acho que ele vá tentar isso – principalmente contra times grandes. Vai ficar nesse banho maria tentando aproveitar lances isolados e cuidando da defesa.

  5. A gente que gosta de futebol desde criança e dos bons tempos , até que tenta assistir, mas bastam poucos minutos pra vc desligar a tv , não da pra torcer pra Seleção com esses jogadores que estão vestindo essa camisa gloriosa atualmente, com essa comissão técnica, esses dirigentes e isso já vem de uns vinte anos ou mais. Infelizmente , eu me lembro que antigamente quando tinha jogo da seleção você ficava naquela expectativa,hoje o time consegue sofrer pra ganhar da Costa Rica, tá dificil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *