
Saiu a tabela da próxima fase da Copa do Brasil. E, se usarmos a tabela atual do Brasileirão por pontos ganhos, seria fácil cravar os quatro que iriam para as semifinais: São Paulo, Santos, Palmeiras e Grêmio.
Afinal, esses quatro estão mais bem classificados no Brasileirão do que seus respectivos adversários: Vasco, Figueira, Inter e Flu. Mas, Brasileirão e Copa do Brasil são duas competições, diria, antagônicas. O campeonato nacional é feito de regularidade, rodada por rodada, abrangência de elencos dos participantes, em que o ponto perdido aqui pode ser recuperado ali e tal e cousa e lousa e maripousa, em que, geralmente, o melhor, tecnicamente, vence ao cabo.
Na Copa do Brasil, a história é outra, com tramas e epílogos muito mais imprevisíveis.
Pegue-se como exemplo as classificações de Santos, Vasco e Figueirense. Todos derrubaram adversários que cumprem campanha muito mais excelente no Brasileirão do que eles próprios. O Santos atropelou líder Corinthians; o Vasco, lanterninha do torneio, tirou o Flamengo, que vinha em ascensão, do caminho; e o Figueira eliminou o vice-líder Galo.
Num mata-mata como a Copa do Brasil, entram em campo tantos fatores que é praticamente impossível prever-se seu desfecho. É a perda de um jogador chave naquele exato momento, um erro fatal do juiz, o estado anímico alterado tanto do favorito quanto da zebra, a expulsão inesperada deste ou daquele, uma falha do beque ou do goleiro no finzinho de um jogo renhido, chiii… são tantas coisas… Por isso mesmo é chamado de mata-mata, um jogo de 180 minutos, que, às vezes, se resume num só.
Agora, se quisermos fazer um cotejo entre todos os candidatos às semifinais apenas no plano técnico, então, diria que São Paulo, Santos e Palmeiras são os mais cotados. E Flu x Grêmio? Ligeira vantagem para os gaúchos, arriscaria.
De resto, é muita emoção em campo e a perspectiva que a decisão vire uma briga de cachorros grandes.