Verdão massacra e chega lá

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras

O Palmeiras foi a São Januário e afundou de vez o barco furado do Almirante: 4 a 1 que poderiam ter sido o dobro, tantas foram as situações de gol criadas pelo Verdão.

O bombardeio começou logo aos 3 minutos, quando na conclusão de uma sequência de seis passes Leandro Pereira tocaria no canto de Martin Silva. Aos 10, o mesmo Leandro mandou de cabeça ao poste. Aos 17, Dudu soltou uma bomba em rebote da defesa: 2 a 0. Vítor Ramos, em falhas de Martin Silva e Aislan combinadas, ampliou pra 3 a 0. E, aos 9 do segundo tempo, Leandro, de cabeça, timbrou o quarto gol verde. O Vasco, que havia perdido gol feito por Herrera ainda no primeiro tempo, conseguiu reduzir o placar com Riascos, em jogada isolada.

E aqui vale ressaltar a recuperação do artilheiro Leandro Pereira, desde a chegada de Marcelo Oliveira.

Acuado pela paixão da torcida por Cristaldo e as contratações de Alecsandro e Barrios, todos atacantes como ele, Leandro parecia carta fora do baralho. Mesmo assim, quando qualquer outro baixaria a cabeça, o rapaz a ergueu para mudar o nível de seu horizonte no Parque.

Assim como é inevitável exaltar o trabalho do treinador, que acaba de somar sete vitórias seguidas e um empate nos últimos jogos do Palmeiras, nessa ascensão espetacular em direção ao terceiro lugar na tabela, algo impensável há dois meses, se tanto.

Graças, sobretudo, ao estilo adotado pelo Verdão de Marcelo, um time que joga sempre em direção ao gol adversário, com transição rápida da defesa ao ataque, por conta da técnica e versatilidade de Arouca, Gabriel, Robinho, Rafael Marques e Dudu.

Se o amigo prestar atenção, verá que esse Palmeiras rompe com o estabelecido no futebol brasileiro nestes tempos de atraso: em vez de buscar o ataque por meio de chutões lá de trás ou avanços pelos lados do campo que virtualmente terminam em cruzamentos à área – uma indigência de conceitos e práticas -, o Verdão trabalha a bola pelo meio da mesma forma que o faz pelas extremas. Esse balanço lhe confere a capacidade tanto de envolver o inimigo quanto de surpreendê-lo.

Não, não se trata de um timaço, nem Marcelo é um gênio de outro planeta, nada disso. É apenas um técnico inteligente, competente e destemido que passa isso para seus jogadores de maneira firme e elegante. O resultado aí está.

6 comentários

  1. Eu concordo com o Senhor Alberto, não é um Timaço mais na minha opinião está se formando um elencaço se existisse essa palavra. Pros padrões do futebol brasileiro dois ou três times estão no mesmo nível do Palmeiras e só. O Palmeiras com nomes como Dudu, R. Marques, Leandro P., Egídio, Arouca, Robinho, Gabriel, Lucas Barrios são jogadores que qualquer time brasileiro gostaria de ter.

  2. Concordo, ainda não é um timaço, mas é um elenco bem equilibrado com um ótimo treinador. Mas deixa o Palmeiras levantar a taça esse ano, ou pelo menos pegar uma vaga na Libertadores, e pode escrever, ano que vem o Nobre mantém o que teve de melhor esse ano e vai trazer 2, 3 jogadores de primeira linha. E aí, a imprensa gambá, que aproveitou essa última década que o time deles finalmente virou gente, para colocar as asinhas de fora, bombardeando o leitor com as mais tendenciosas noticias e textos, vai ter de voltar ao seu lugar, de onde nunca deveria ter saido: noticiando a contra gosto todas as conquistas do campeão do século xx, primeiro campeão mundial da história do futebol em 51 (confirmado pelo Blatter em agosto de 2014), maior campeão nacional, carrasco dos gambás desde 1914.

  3. Até que em fim temos um time compacto que defende e ataca na mesma intensidade, tudo graças ao gênio Marcelo Oliveira.
    apesar de ser palmeirense eu gostaria de ver o Marcelo treinando a Seleção.
    seria a solução para classificar para copa.
    se manter o Dunga não vãmos classificar…

  4. O que está acontecendo com o Palmeiras é resultado da política de contenção de despesas implantada pelo Paulo Nobre, sabedor de que, a partir do momento que o Allians Parque ficasse pronto, o dinheiro voltaria a entrar e seria possível manter um elenco mais forte. Lógico que Nobre contou com a sorte (que ajuda a quem trabalha) pelo fato do Palmeiras não ter caído – pela terceira vez! – para a 2ª divisão e colocado tudo a perder. Mas, para o bem do futebol, o Palmeiras resistiu e deu uma demonstração de ousadia e planejamento. Que os outros clubes (o Grêmio já está seguindo a mesma política!) aprendam com o exemplo!

  5. O palmeiras esta cirurgico ataca e marca isso faz um time campeao resgatou a confiança espero que termine com titulos e ano que vem vai se consolidar de vez tudo que vem fazendo.

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