
Claro que há o dedo de Dorival Jr. nesse time do Santos, que voltou a vencer no Brasileirão e já escapou da zona da degola, pelo menos por enquanto.
Menos no jeito de jogar, que continua sendo impelido pelo conceito ofensivo, genético clube da Vila. E muito mais na autoconfiança dos jogadores, somada a algumas pequenas mas significativas mudanças na equipe.
Por exemplo: a volta de Victor Ferraz para a lateral-direita, onde o jogador se sente muito mais à vontade, e a entrada de Zeca, na esquerda, pois de seus pés têm saído alguns dos gols peixeiros. Assim como a volta de Renato ao meio de campo serviu para assentar o jogo por ali.
Mas, a transformação mais evidente se deu em relação a Gabigol, que parecia ter perdido o caminho das redes naquele vaivém do banco ao campo, do campo ao banco. Fez dois no jogo anterior e mais dois nesta manhã de sábado contra o Joinville, num jogo em que o Santos poderia ter saído de campo com um placar muito mais generoso, dadas as tantas chances claras desperdiçadas.
Mas, mesmo antes de Dorival, o Santos criava muitas situações de gol e acabava perdendo ou empatando jogos que, bola rolando, merecia vencer.
O problema foi e continua sendo lá atrás, na zaga e na cabeça de área, onde a porca torce o rabo. Dorival está experimentando por ali o garoto Paulo Ricardo, um zagueiro improvisado na zona de proteção dos zagueiros centrais.
É esperar pra ver.
De qualquer forma, junto com o alívio de fugir da Z4, sobe o moral da equipe e da torcida, o que já é um avanço.