
São duas escolas distintas que lutam pela primazia da liderança isolada do Brasileirão. Ambas partem do mesmo princípio da compactação: ou seja, manter o tempo todo, se possível, todas as suas linhas (defesa, meio campo e ataque) próximas entre si.
A diferença está em que parte do campo essa compactação ocorre de preferência.
O Corinthians opta pela metade mais próxima à sua própria defesa; o Galo, mais à frente.
O resultado disso é que, com o mesmo número de pontos conquistados, o Timão tem a defesa menos vazada do campeonato e o Galo o ataque mais realizador. Mas, não são apenas as estatísticas frias que reproduzem essas características de cada um. Há que se contar também as chances de gol criadas por um e pelo outro, jogo após jogo.
Se tomarmos o confronto dos dois neste fim de semana como exemplo, veremos que o placar foi de 1 a 0 para o Corinthians, mas o placar das chances criadas seria de, digamos, 3 a 1 para o Galo. Tanto, que o o goleiro Valter, do Timão, saiu de campo coroado como o herói da partida.
Perceba o amigo que não estamos aqui falando de eficiência, tampouco elegendo esta ou aquela escola como superior ou inferior à outra. Trata-se apenas de estabelecer o contraste entre os dois estilos de jogar bola.
Mesmo porque eles refletem justamente a personalidade de cada um dos dois treinadores: Levir e Tite.
Ambos são técnicos experientes, inteligentes, vencedores e bem articulados, com os quais me dou muito bem, diga-se. Mas, cada um na sua.
O discurso sempre bem elaborado, quando não rebuscado, de Tite dissimula o que lhe vai na alma, embora a performance seja tão bem traçada que passa a sensação de que não há mistérios por trás de suas palavras. Resumindo, joga na retranca.
Já Levir é de uma transparência cristalina, com timbres de humor e até auto zombaria, traço típico dos caras bem dotados de espírito. Resumindo: abre o jogo.
Por exemplo: depois da partida, Levir assumiu na tv a culpa pela derrota. Não com aquele discurso manjado de que todos são culpados pela derrota, mas o técnico, como chefe da tropa, tem que assumir o ônus maior pra ficar de bem com os seus jogadores e tal e cousa e lousa e maripousa. Nada disso.
Foi claro e preciso: “A culpa é minha porque naquele instante mandei o time marcar mais em cima, no campo do Corinthians, o que permitiu o contragolpe que resultou no gol do adversário”.
Isto é: mesmo jogando na casa do inimigo, com aquela vibrante Fiel lotando o estádio e empurrando o time, Levir não abriu mão de suas convicções ofensivas, mandando seus jogadores se arriscarem em busca do gol, ainda que diante de um adversário especialista em se defender e contra-atacar.
Ah, mas isso é burrice, dirá o pragmático de plantão, aquele que elege apenas o resultado como o deus do jogo.
É mesmo? Só o resultado interessa? Então, amigo, faça as contas e verá que o resultado dessa disputa pela liderança isolada coloca o Galo em primeiro lugar, pelo simples fato de que fez mais gols, quase o dobro dos marcados pelo Timão – 28 a 16, saldo de 13 a 8.
Como se vê, jogar ofensivamente ainda é, como foi e será, a maneira ideal de se obter o melhor resultado no fim das contas.
O resto fica por conta das circunstâncias, pois estamos falando de jogo, não de ciência exata.
Seu Helena, mas, veja só, não há qualquer coisa de demasiada na atenção e preocupação dispendida ao estilo de jogo corintiano? Sabidamente, Tite não é dos que preferem os esquadrões mais técnicos. É fã das estatísticas, bem como adepto da eficiência., Isto posto, atente-se ao fato de que quem lhe escreve não renega a beleza dos times realizadores, todavia Tite não me parece um técnico a ser combatido, bem como a tendência tem ditado. Há o Galo, time invasivo e vingador. Há o Sport, de velocidade hábil e pericia técnica. Há o Corinthians, competente e eficiente. Escolas sabidamente tão diferentes que dividem a ponta do Delnerão-15. Há certa tendência, inspirada pelo nosso próprio selecionado da CBF, em acusar, julgar e condenar os técnicos de filosofias, digamos, desconstrutivistas. O que pretendo lhe dizer é que há espaço para todas as filosofias e, bem aí, está a morada e a beleza do próprio futebol. O Barcelona é lindo, mas, também é lindo o At. de Madrid, campeão depois de tanto tempo com um Simeone notadamente defensivista. São escolas diferentes, pois não se espera que todos sejam Barcelona ou Galo mineiro, At. de Madrid ou Corinthians. O otimismo nos ajuda a recuperar o futebol lúdico, é certo, contudo há certas críticas ao Seu Tite cujo diagnóstico está um pouco mais para o pachequismo. Beijos, Seu Helena!
Como o Tite menciona exaustivamente o termo “equilibrio”,vamos pegar a carona que ele nos oferece.
O Corinthians tem a 1ª defesa e o 7º ataque,e o Atlético o 1ª ataque e a 4ª defesa.
O número de vitórias e o saldo de gols são os principais requisitos utilizados como critérios de desempate,
e neste aspecto,tudo indica que a balança do Levir está melhor equilibrada que a de Tite.
Ficou claro no texto que estamos falando de jogo e não de ciência exata,e se o andar da carruagem não for
alterado por circunstâncias inesperadas e ou imprevisíveis,o Atlético será campeão, a não ser que o
Tite equilibre melhor sua balança.
“Cada um faz omelete com os ovos que tem”. E “se” o Tite tivesse o ataque do galo? Ou “se” o Tite fosse treinar o galo e o Levir o Timao? Creio que o galo continuaria sendo mais ofensivo que o timao.
Embora uma parte da imprenssa queira desmerecer a vitória do Corinthians no jogaco de sábado, como se o resultado de 1X0 fosse péssimo ninguém conseguiu analisar a estratégia que o chamado “reteanqueiro” Tite armou o time. O Jadson fez muita falta e por isso entregava a bola mais rápida para o adversário, pois a característica dos jogadores que estavam em campo era de velocidade e o centroavante não conseguia fazer o pivô para quem viria de trás. Se funcionasse, atacariamos mais e até faríamos mais gols. Caindo por terra sua tese. E lembrando sobre o tecnico Levir é o mesmo que caiu para a 2° com o Palmeiras, jogando defensivamente com 3 zagueiros. Ou seja, é uma questão de elenco. Mas, o que importa é que o Corinthians venceu, alcançou a liderança e continua firme para a conquista do título. Para desespero dos que torcem contra…