
E Guerrero, mais uma vez, salvou o Flamengo, ao fazer aquele gol de puro oportunismo, diante do Grêmio, num Maracanã delirante. Levantamento de Airton da direita, que bate rebate na pequena área para sobrar ao pé encantado do artilheiro.
O fato é que o Grêmio foi melhor na maior parte do tempo, com domínio constante do meio de campo, melhor toque de bola, envolvimento, essas coisas todas que são a base do jogo da bola. Ao Flamengo, restou impulsionar em contragolpes seus dois avantes mais incisivos – Sheik e Guerrero.
Como faltava um Guerrero no Grêmio, os gaúchos ficaram no zero, enquanto os cariocas se safaram da tal zona da confusão, saltando para a décima terceira posição na tabela do Brasileirão.
Pra quem fica desenhando esquemas táticos miraculosos à espera de truques de prestdigitação de técnicos ungidos, cabe a lição singela de que um jogador, na maioria das vezes, basta para fazer a grande diferença entre a derrota e a vitória.
Você deve ter visto outro jogo, Sr. comentarista.O Mengão foi pressão do começo ao fim, o goleiro desse time mediocre do gremio salvou pelo menos 3 gols certos do Mengão e sem falar no tal zagueiro rodolfo, que tirou a bola do Sheik em cima da linha do gol.Mas entrendo a sua dor de cutuvelo e de outros jornalistas paulistas pela bela estréia de Guerrero no Maracanã lotado.E como diz o hino, Uma vez Flamengo,sempre Flamengo!
Ler os textos de Alberto Helena Jr. sempre é um prazer! E, obviamente, ele coloca os pingos nos is: futebol é jogo coletivo, mas talento individual pode transformar um empate ou derrota em vitória. Ou uma equipe mediana em equipe competitiva. Basta ver o caso do Santos F.C. e o quanto está a pesar a ausência de Robinho, jogador carismático e influente junto aos mais jovens. Ora, na maior parte das vezes as ações do craque em campo consegue até mesmo camuflar os erros dos dirigentes (pelo menos por um tempo!) Agora, quando o talento foi embora e o clube revela estar quase falido, o que fica para o torcedor?