Renê e o cartola-Dinah

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A sensação que passa é a de que nossos cartolas estão cercados por um círculo de giz encantado do qual não conseguirão sair nem no Dia do Juízo Final.

Diante de qualquer trepidação, por mais leve que seja, tasca pedra no técnico.

O escolhido da vez foi Renê Simões, que, mesmo seu Botafogo liderando a Série B, com o segundo melhor ataque e a defesa menos vazada do torneio, teve a cabeça cortada pela alucinada Dama de Copas do País das Maravilhas.

Não que Renê seja um desses gênios da beira do campo, se é que exista algum. Já rodou mundo, e a marca mais significativa de sua carreira foi dirigindo a Seleção da Jamaica. Mas, é um cara honesto (neste país, convenhamos, isso vale milhões), articulado como poucos, do bem, e tão competente como a imensa maioria dos nossos treinadores de futebol, inclusive o que irá substituí-lo em Álvaro Chaves, seja lá quem for.

Neste caso, o mais curioso é saber que foi demitido por os cartolas do Botafogo, dentre eles, claro, o vice-presidente, aquele que promoveu um espetáculo de truculência inaudita depois da derrota para o Figueira, não pelo que Renê fez desde que assumiu o cargo. Mas, sim, por pura pressuposição do que estaria à espera do Bota, depois de três insucessos na esteira de duas dúzias de sucessos.

Pelo menos, foi o que disse o presidente do Glorioso no Bate-Bola da Espn.

É isso mesmo: nossos cartolas chegaram ao extremo de desconhecer o passado e de entender o presente, mas são mestres em prever o futuro.

Acabamos de entrar na onda do cartola-Dinah.

 

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