Com esse frio, ah, que sono…

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foi uma fria e sonífera tarde de domingo. Daquelas de se deixar rolar com uma taça de conhaque francês em riste e ao som do crepitar da lenha na lareira, entremeado de cochilos. Clima acentuado pela exibição concomitante de São Paulo e Corinthians, que zap nenhum era capaz de quebrar a monotonia de um futebol insosso, sem imaginação nem ousadia. E aqui acrescentem-se os adversários de ambos: Fluminense e Goiás.

O Flu, finalmente com seu tradicional uniforme listrado em verde, branco e grená, nem de longe lembrava aquele time de técnica refinada e envolvente dos bons tempos. Agachou-se por trás de uma retranca atroz e passou o jogo todo do Morumbi esperando o relógio bater a hora final. E o outro Tricolor, seu contendor, embora tivesse a bola a seus pés, não conseguia fazê-la chegar lá, a não ser em imprecisos e escassos momentos, todos conjurados por Cavalieri, ou, pelo travessão, como naquela cabeçada de Rodrigo Caio.

O mesmo Rodrigo Caio que desfez o malfeito de Don Osório – a escalação inicial do beque Lucão como volante, ao lado de Hudson. Mas, isso só ocorreu no segundo tempo, com a saída de outro beque, Edson Silva. Contudo, o São Paulo só conseguiu dinamizar um pouco seu meio de campo depois da entrada de Wesley no lugar de Hudson. E, nesse troca-troca, sobrou pra Michel Bastos, que saiu de campo xingando ao ser substituído por Centurión.

Já o Corinthians, no Serra Dourada, preferiu agir mais com cautela do que com ousadia, em busca de uma vaga no G4. Justificativa de Tite; o campo é muito grande para avançar sua linha de defesa, sufocando o frágil adversário, que terminou a rodada na zona da degola. É a já endêmica síndrome do contragolpe que acomete nosso futebol há duas décadas.

Resultado: outro enfadonho 0 a 0.

Quem sacudiu a tarde sonolenta acabou sendo mesmo o Grêmio, novo líder do campeonato, que meteu 3 a 1 no Peixe, em plena Vila Belmiro.

Tudo bem: o Santos teve Geuvânio expulso ainda no primeiro tempo, que voltou a campo aparentemente sem autorização do juiz e foi logo interrompendo um lance. Segundo amarelo, fora. Digo, aparentemente, porque a câmera fechada da Sportv revela o juiz fazendo um gesto que pode ser interpretado como autorização ao jogador pra voltar a campo.

Mas, o Grêmio, sob o comando de Roger, nada tem a ver com aquele time desorganizado e tímido dos tempos de Felipão. Ao contrário: marca bem e se articula com senso, por conta de meias de qualidade, como Douglas e Luan, mesmo sem um centroavante de ofício, como neste domingo.

Não é líder por acaso, não.

Um comentário

  1. OS JOGADORES E TÉCNICOS DE CORINTHIANS, SÃO PAULO E SANTOS, INFELIZMENTE, NÃO PODEM SER COBRADOS, TENDO EM VISTA QUE SEUS SALÁRIOS ESTÃO ATRASADOS, MESMO PORQUE A ESMAGADORA MAIORIA DELES NÃO PODEM REQUERER LIBERAÇÃO DO PASSE, TENDO EM VISTA QUE A JANELA DE TRANSFERÊNCIA ESTÁ SE FECHANDO E NO BRASILEIRÃO ELES NÃO PODERÃO JOGAR POR NENHUM OUTRO CLUBE; NÃO IMPORTA SE GANHAM MIL OU UM MILHÃO POR MÊS, CONTRATO É CONTRATO TEM QUE SER CUMPRIDO. A DIRETORIA DE SEUS CLUBES, SIM, TEM QUE SER COBRADA E A IMPRENSA TEM QUE MENCIONAR EM CONTAGEM PROGRESSIVA OS DIAS EM QUE OS CLUBES ESTÃO EM DÉBITO COM SEUS JOGADORES. TRANSPARÊNCIA JÁ!!!!!!?????

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