
A CBF, através de seu secretário-geral, o ex-político profissional, Walter Feldman, anuncia um plano para salvar o agônico futebol brasileiro: vai promover um congresso de técnicos, jogadores, cartolas, representantes da chamada mídia esportiva e quem mais orbite nesse sombrio universo da bola para debater a questão. Até o final do ano, sairá daí uma proposta para as profundas e abrangentes mudanças que se impõem.
Muito bem, embora saibamos que neste país, quando não se quer mudar nada, cria-se uma comissão, um simpósio ou coisa do gênero. Discute-se muito, apresentam-se relatórios finais e fica tudo na mesma.
Se a CBF quer mesmo mudar algo, deve começar já, antes de qualquer congresso. Ou melhor, indo ao verdadeiro Congresso e retirando seu time de campo na discussão sobre a Medida Provisória, aquela que pretende ordenar a vida financeira dos clubes – hoje, um caos – a partir da equação das dívidas com o Tesouro Nacional.
Sim, porque o nível de irresponsabilidade dos nossos cartolas chegou ao paroxismo. Nunca os clubes brasileiros receberam tanto dinheiro de várias fontes, a partir da receita dos direitos de transmissão de jogos pela tv, passando por patrocinadores, sócios-torcedores, venda de jogadores para o Exterior, bilheteria dos novos estádios e tal e cousa e lousa e maripousa. E, nunca tantos deveram tanto a tantos, incluindo-se jogadores e Receita Federal. Isto é: a quem faz o espetáculo e a nós, que pagamos tanta incúria com o nosso dinheirinho suado.
Certa vez, um primo distante, empresário que nada tinha a ver com futebol, me procurou porque estava prestes a assumir a presidência de um clube do interior. Queria saber de mim o que fazer pra reerguer o seu time. Minha resposta: mantenha a folha de pagamento de seu clube dentro dos limites de sua receita e pague em dia seus jogadores. E não é que deu certo? Óbvio.
Pegue-se o exemplo atual do Sport, líder do Brasileirão. É um dos raros casos em que o clube paga os salários de seus jogadores em dia. Essa é a base de tudo, o que permite ao técnico Eduardo Batista trabalhar de cabeça erguida, cobrando bons desempenhos de seus jogadores, que, por sua vez, se sentem obrigados a cumprir seus deveres em campo.
Básico.
Enquanto nossos cartolas não forem devidamente responsabilizados por seus desmandos, não haverá planos de mudanças que se sustentem em pé.
Ah, sim, se possível, distribuir entre eles algumas gotas do elixir da inteligência. Mas, esse ainda a ciência não inventou. E muito menos será produzido por qualquer congresso de especialistas em futebol.
Gostaria de abordar o outro lado dessa malfada CBF. Quanto de dinheiro entra nos cofres, via governo, midia, patrocinios(mil) e todas as coisas possiveis de ter com o apelo que tem na midia, pelo bem ou mal. São só despesas com a sede e seus aspones e dirigentes que nada fazem para o futebol, especificamente? Antigamente, ainda custeavam os valores dos jogadores convocados para os clubes, e hj como funcionam? Se machucam defendendo a seleção, desde base, aspirantes e profissionais, qdo em serviço? Na reestruturação da seleção Alemã, a federação de lá, montou estruturas nos clubes, sendo o responsável por gerir e cobrar dos responsáveis os trabalhos aos moldes projetados? Ficaram dormindo no berço explendido dos campeonatos conquistados, e agora vamos correr atrás, com os dinossauros que foram campeões, e treinadores mais ultrapassados ainda, para reformular uma maneira futuristica de jogar futebol??? Será que o Gilmar vai cobrar ou aumentar o seu circulo de jogador agenciado?? Será que terá competência para isso??? Até quando a CBF vai ficar nadando em dinheiro, do patrocinio da Chevrolet, dizendo que a empresa só fornece carros para os dirigentes???? Ele disse na TV que será de transparencia…que tal começar a falar sobre os contratos de patrocinios, heim????